- Tim Andrews, de 67 anos, sobreviveu por oito meses com um rim de porco geneticamente modificado, estabelecendo um novo recorde.
- O transplante ocorreu em janeiro de 2025 no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos.
- O recorde anterior era de Towana Looney, que viveu com um órgão semelhante por quatro meses e nove dias.
- A FDA (Food and Drug Administration) aprovou testes clínicos para mais transplantes desse tipo, permitindo a participação de até 33 pessoas com 50 anos ou mais e doença renal em estágio terminal.
- Atualmente, 42.430 pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo 39.161 delas por rins.
Tim Andrews, de 67 anos, estabeleceu um novo recorde ao sobreviver por oito meses com um rim de porco geneticamente modificado. O transplante ocorreu em janeiro deste ano no Hospital Geral de Massachusetts, nos Estados Unidos. Antes dele, o recorde era de Towana Looney, que viveu com um órgão semelhante por quatro meses e nove dias. Andrews, que sofria de doença renal terminal e estava em diálise há mais de dois anos, agora está livre desse tratamento.
O procedimento de xenotransplante foi realizado com rins fornecidos pela empresa de biotecnologia eGenesis. Especialistas afirmam que os primeiros seis meses após o transplante são críticos, com riscos elevados de rejeição e complicações. No entanto, Andrews se recuperou bem e continua saudável, um sinal promissor para futuros transplantes desse tipo.
Avanços na Pesquisa
A FDA (Food and Drug Administration) aprovou recentemente testes clínicos para mais transplantes de rins de porco geneticamente modificados. A nova fase de testes permitirá que até 33 pessoas com 50 anos ou mais e doença renal em estágio terminal participem. A expectativa é que esses procedimentos ajudem a aliviar a escassez de órgãos humanos, uma vez que atualmente 42.430 pessoas aguardam por um transplante no Brasil, sendo 39.161 delas por rins.
Os rins de porco passam por modificações genéticas para se tornarem compatíveis com o organismo humano. Essas alterações incluem a eliminação de antígenos que causam rejeição e a adição de genes humanos para reduzir inflamações. A pesquisa nesse campo é vista como uma solução inovadora para a crescente demanda por órgãos transplantáveis.
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