- A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), apresentou a polilaminina, uma proteína extraída da placenta, em um evento em São Paulo.
- A polilaminina mostrou resultados promissores na regeneração da medula espinhal em pacientes e animais com lesões que causam paraplegia e tetraplegia.
- Pacientes tratados logo após as lesões relataram recuperação total, como o caso de Bruno Drummont de Freitas, que se recuperou completamente em cinco meses.
- A atleta paralímpica Hawanna Cruz Ribeiro recuperou entre 60% e 70% do controle do tronco após o tratamento.
- O laboratório Cristália aguarda autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para iniciar estudos clínicos ampliados, com expectativa de aprovação em breve.
A pesquisadora Tatiana Coelho de Sampaio, da UFRJ, apresentou a polilaminina, uma proteína extraída da placenta, que promete revolucionar o tratamento de lesões na medula espinhal. O medicamento foi revelado em um evento em São Paulo, onde foram discutidos os resultados promissores em pacientes e animais.
Após 25 anos de pesquisa, a polilaminina demonstrou potencial para regenerar a medula espinhal em casos de paraplegia e tetraplegia. Durante os testes, pacientes que receberam a aplicação do fármaco logo após lesões apresentaram recuperação total, sem sequelas. Bruno Drummont de Freitas, que ficou tetraplégico após um acidente, relatou que se recuperou completamente em cinco meses após receber a polilaminina.
A pesquisa também incluiu a atleta paralímpica Hawanna Cruz Ribeiro, que recuperou entre 60% e 70% do controle do tronco após a aplicação do medicamento. Os resultados em animais, como cães e ratos, mostraram recuperação significativa, com retorno à marcha em casos de lesões medulares.
Avanços e Expectativas
O laboratório Cristália aguarda a autorização da Anvisa para iniciar estudos clínicos ampliados. A expectativa é que a aprovação ocorra em breve, permitindo que hospitais de São Paulo, como o Hospital das Clínicas e a Santa Casa, realizem as aplicações. A polilaminina atua estimulando neurônios maduros a se regenerarem, criando novos axônios que transportam impulsos elétricos.
Os pesquisadores destacam que, embora os resultados sejam promissores, é necessário cautela. O tratamento é mais eficaz quando aplicado rapidamente após a lesão, e os efeitos em lesões mais antigas dependem do comprometimento do paciente com o pós-operatório. O processo de patente do medicamento já foi iniciado, mas pode levar anos para ser concretizado.
A polilaminina representa um avanço significativo na medicina regenerativa, oferecendo esperança para milhares de pessoas afetadas por lesões medulares. Os especialistas ressaltam que, embora os resultados sejam animadores, mais estudos são necessários para validar completamente a eficácia do tratamento.
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