- A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se reunirá com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) na próxima semana para discutir a situação financeira da Unimed-Rio.
- A operadora acumula dívidas de R$ 790 milhões e enfrenta recusa de atendimento por médicos devido a atrasos nos pagamentos.
- A Unimed-Rio transferiu sua carteira de usuários para a Unimed Ferj no ano passado, mas continua atuando como prestadora de serviços.
- A situação se agravou com o descredenciamento da Oncoclínicas, que atendia cerca de 12 mil pacientes oncológicos.
- Médicos cooperados entregaram um documento com 805 assinaturas solicitando uma assembleia geral e uma perícia nas contas da operadora, que estimam dívidas superiores a R$ 5 bilhões.
A Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) se reunirá na próxima semana com o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) para discutir a grave situação financeira da Unimed-Rio, que acumula dívidas de R$ 790 milhões. A operadora, que transferiu sua carteira de usuários para a Unimed Ferj no ano passado, continua a atuar como prestadora de serviços, mas enfrenta problemas sérios de atendimento.
Os médicos cooperados da Unimed-Rio, que formam a rede credenciada da Ferj, têm se recusado a atender pacientes devido a atrasos nos pagamentos. A diretora de Normas e Habilitação dos Produtos da ANS, Lenise Secchin, destacou que a situação econômico-financeira da Unimed-Rio impacta diretamente o atendimento prestado pela Ferj. Recentemente, a operadora entrou em direção técnica da ANS, o que indica a gravidade do cenário.
Além das dificuldades em agendar consultas, a situação se agravou com o descredenciamento da Oncoclínicas, que atendia cerca de 12 mil pacientes oncológicos. A rede especializada firmou um acordo de pagamento com a Ferj para retomar os atendimentos. A falta de transparência nas contas da Unimed-Rio também preocupa os médicos, que temem assumir dívidas significativas.
Um grupo de médicos entregou um documento à Unimed-Rio, com 805 assinaturas, solicitando a convocação de uma assembleia geral extraordinária e uma perícia nas contas da operadora. Eles estimam que as dívidas da cooperativa ultrapassam R$ 5 bilhões. A ANS busca uma solução conjunta com o MPRJ para enfrentar esses desafios e garantir a continuidade do atendimento aos usuários.
Entre na conversa da comunidade