- A obesidade infantil superou a desnutrição pela primeira vez, segundo relatório da UNICEF divulgado em 9 de outubro de 2023.
- Em 2025, estima-se que 391 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos estarão acima do peso, com 188 milhões considerados obesos.
- A desnutrição na faixa etária analisada caiu de 13% para 9,2% entre 2000 e 2025, enquanto a obesidade aumentou de 3% para 9,4%.
- A UNICEF atribui o crescimento da obesidade à disponibilidade de alimentos ultraprocessados e ao marketing agressivo de junk food, especialmente em escolas.
- No Brasil, a obesidade infantil triplicou de 5% em 2000 para 15% em 2022, enquanto a desnutrição caiu para 3%. A UNICEF recomenda medidas como restrições à publicidade de alimentos não saudáveis e impostos sobre bebidas açucaradas.
A obesidade infantil superou a desnutrição pela primeira vez na história, segundo um relatório da UNICEF divulgado em 9 de outubro de 2023. O estudo revela que, em 2025, 391 milhões de crianças e adolescentes entre 5 e 19 anos estarão acima do peso, com 188 milhões deles considerados obesos. Essa mudança alarmante destaca a crescente prevalência de doenças crônicas entre os jovens.
O relatório, que abrange dados de mais de 190 países, mostra que a desnutrição entre essa faixa etária caiu de 13% para 9,2% entre 2000 e 2025. Em contrapartida, a obesidade aumentou de 3% para 9,4% no mesmo período. A UNICEF aponta que a disponibilidade de alimentos ultraprocessados, frequentemente mais baratos que opções saudáveis, é um dos principais fatores desse crescimento.
Causas e Consequências
A chefe da UNICEF, Catherine Russell, enfatiza que a responsabilidade não recai sobre as famílias, mas sim sobre práticas comerciais antiéticas que visam lucro. As crianças são expostas a um marketing agressivo de junk food, especialmente nas escolas, onde produtos não saudáveis são amplamente disponíveis. Essa situação é ainda mais crítica em regiões em conflito, onde empresas alimentícias aproveitam crises humanitárias para promover alimentos ultraprocessados.
Além disso, a obesidade infantil está associada a sérios problemas de saúde, como diabetes tipo 2 e hipertensão. O relatório destaca que, se não forem tomadas medidas, o impacto econômico global do sobrepeso e da obesidade pode ultrapassar US$ 4 trilhões por ano até 2035.
Cenário no Brasil
No Brasil, a situação é preocupante. Em 2000, 5% das crianças e adolescentes eram obesos, enquanto 4% enfrentavam desnutrição. Em 2022, a obesidade triplicou, atingindo 15%, enquanto a desnutrição caiu para 3%. O país, no entanto, tem implementado iniciativas como a restrição de ultraprocessados nas escolas e a proibição de propagandas de alimentos não saudáveis voltadas para crianças.
A UNICEF pede que os governos adotem medidas vinculativas, como restrições à publicidade de alimentos não saudáveis e impostos sobre bebidas açucaradas, para proteger a saúde das crianças e reverter essa tendência alarmante.
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