- O Ministério da Saúde do Brasil anunciou a produção nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório e do medicamento natalizumabe.
- A vacina, em parceria com a Pfizer, terá 1,8 milhão de doses entregues até o final do ano, com distribuição iniciando na segunda quinzena de novembro.
- A imunização priorizará gestantes a partir da 28ª semana de gravidez e bebês, visando prevenir cerca de 28 mil internações anuais.
- O natalizumabe, indicado para o tratamento da esclerose múltipla, será produzido pelo Instituto Butantan com transferência de tecnologia da farmacêutica Sandoz.
- O governo federal pretende que, em até dez anos, 70% das necessidades do Sistema Único de Saúde em medicamentos e vacinas sejam produzidos no Brasil, com investimento de R$ 57,4 bilhões.
O Ministério da Saúde do Brasil anunciou, nesta quarta-feira (10), a produção nacional da vacina contra o vírus sincicial respiratório (VSR) e do medicamento natalizumabe. O objetivo é fortalecer o Sistema Único de Saúde (SUS) por meio de parcerias para transferência de tecnologia.
A vacina, fruto de um acordo com a Pfizer, terá 1,8 milhão de doses entregues até o final do ano. A distribuição começará na segunda quinzena de novembro, priorizando gestantes a partir da 28ª semana de gravidez e bebês. O VSR é responsável por 80% dos casos de bronquiolite e 60% das pneumonias em crianças menores de dois anos, levando a cerca de 20 mil internações anuais.
A imunização materna é crucial, pois favorece a transferência de anticorpos para os recém-nascidos, aumentando sua proteção nos primeiros meses de vida. A expectativa é que a vacina previna cerca de 28 mil internações por ano, beneficiando aproximadamente 2 milhões de bebês.
Produção do Natalizumabe
Além da vacina, o Brasil iniciará a produção do natalizumabe, um medicamento biológico para o tratamento da esclerose múltipla. A transferência de tecnologia será realizada pela farmacêutica Sandoz para o Instituto Butantan. O natalizumabe é indicado para pacientes com a forma remitente-recorrente de alta atividade da doença, que representa cerca de 85% dos casos.
O SUS já oferece o natalizumabe desde 2020, mas atualmente há apenas um fabricante registrado no país. Com a nova parceria, o ministério busca aumentar a concorrência e reduzir vulnerabilidades no acesso a tratamentos.
Fortalecimento do SUS
O governo federal tem se empenhado em fortalecer o Complexo Econômico-Industrial da Saúde, com a meta de que, em até dez anos, 70% das necessidades do SUS em medicamentos e vacinas sejam produzidos no Brasil. A expectativa é de um investimento de R$ 57,4 bilhões, envolvendo tanto o setor público quanto o privado.
Essas iniciativas visam garantir a soberania do SUS, especialmente após os desafios enfrentados durante a pandemia de Covid-19. A produção local de vacinas e medicamentos é vista como essencial para assegurar o acesso da população a tratamentos de saúde.
Entre na conversa da comunidade