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Ministério da Saúde divulga publicação sobre experiências com leishmaniose tegumentar

Ministério da Saúde lança álbum sobre leishmaniose tegumentar para aumentar a conscientização e combater o estigma da doença

Foto: Reprodução
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  • O Ministério da Saúde lançou o álbum seriado “Nossas Marcas, Nossa Voz” sobre a leishmaniose tegumentar.
  • O material combina informações científicas e relatos de pacientes para aumentar a conscientização e combater o estigma da doença.
  • O projeto ECLIPSE, desenvolvido no Baixo Sul da Bahia, busca empoderar pessoas afetadas pela leishmaniose cutânea.
  • O lançamento ocorreu durante o webinário “Nossas marcas, nossa voz: ciência e vivência na Leishmaniose Tegumentar”, com a participação de 150 internautas.
  • Entre 2020 e 2024, o Brasil registrou 67.224 novos casos da doença, com a maioria dos afetados sendo homens e pessoas com mais de 20 anos.

O Ministério da Saúde lançou, nesta quarta-feira (10), o álbum seriado “Nossas Marcas, Nossa Voz”, focado na leishmaniose tegumentar. O material inédito combina informações científicas e relatos de pacientes, com o intuito de aumentar a conscientização e combater o estigma associado à doença.

Desenvolvido a partir de um estudo etnográfico no Baixo Sul da Bahia, o projeto ECLIPSE visa empoderar pessoas afetadas pela leishmaniose cutânea. A secretária de Vigilância em Saúde e Ambiente, Mariângela Simão, destacou que a publicação torna a informação mais acessível, promovendo a conscientização em todo o país.

Webinário e Discussões

O lançamento ocorreu durante o webinário “Nossas marcas, nossa voz: ciência e vivência na Leishmaniose Tegumentar”, que contou com a participação de 150 internautas. O evento teve como público-alvo profissionais de saúde, pesquisadores e estudantes, abordando temas como determinantes sociais da doença e a importância do cuidado coletivo.

O coordenador-geral de Vigilância de Zoonoses, Francisco Edilson Ferreira, enfatizou a necessidade de um olhar humanizado para a leishmaniose, uma doença frequentemente estigmatizada. Ele ressaltou a importância de melhorar o acesso ao diagnóstico e tratamento, considerando as particularidades de cada paciente.

Dados Epidemiológicos

A leishmaniose tegumentar é uma doença infecciosa causada por protozoários do gênero Leishmania, transmitidos por mosquitos. Entre 2020 e 2024, o Brasil registrou 67.224 novos casos da doença, com a maioria dos afetados sendo homens (73,3%) e pessoas com mais de 20 anos (81,9%). No mesmo período, foram contabilizados 62 óbitos.

Para prevenção, o Ministério da Saúde recomenda medidas coletivas, como instalação de telas em portas e janelas e limpeza regular de quintais. Em nível individual, o uso de roupas compridas durante atividades em áreas de mata é aconselhado, especialmente no final da tarde e à noite, quando os mosquitos estão mais ativos.

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