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Pandemia aumenta agressividade e problemas de adestramento em cães

Estudo revela que cães adotados durante a pandemia enfrentam mais dificuldades de adestramento e maior agressividade que os adotados após 2023

Mudanças nas rotinas e a presença de proprietários inexperientes podem ter influenciado a situação, segundo a autora do relatório (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo publicado na revista PLOS One analisou o comportamento de 47.444 cães entre 2020 e 2023.
  • Os cães adotados durante a pandemia de COVID-19 apresentaram dificuldades de adestramento e níveis de agressividade mais altos.
  • A pesquisa foi realizada por pesquisadores da Universidade de Washington e do Virginia-Maryland College de Medicina Veterinária.
  • Cães adotados em 2023 mostraram níveis de agressividade mais baixos, possivelmente devido a uma melhor socialização.
  • O estudo faz parte do Dog Aging Project, que investiga como os hábitos dos cães mudam ao longo do tempo e sua relação com a saúde.

Um estudo recente publicado na revista PLOS One analisou o comportamento de 47.444 cães entre 2020 e 2023, revelando que os cães adotados durante a pandemia de COVID-19 enfrentam dificuldades de adestramento e níveis de agressividade distintos em comparação com os adotados após 2023. A pesquisa foi conduzida por pesquisadores da Universidade de Washington e do Virginia-Maryland College de Medicina Veterinária.

Os dados indicam que os cães adotados entre 2020 e 2022 mostraram maior dificuldade para serem treinados. Courtney Sexton, uma das autoras do estudo, destacou que a pandemia alterou as rotinas dos tutores, que estavam mais estressados e com menos tempo para dedicar aos animais. Essa situação pode ter contribuído para o comportamento mais difícil dos cães.

Além disso, o estudo revelou que os cães adotados em 2023 apresentaram níveis de agressividade mais baixos do que aqueles adotados nos anos anteriores. A etóloga Paula Pérez Fraga explicou que a falta de socialização durante a pandemia pode ter levado os cães a se tornarem mais agressivos. Variáveis como raça, idade e tamanho também influenciaram os resultados, com cães de pequeno porte sendo mais temerosos e agressivos.

O estudo, parte do Dog Aging Project, busca entender como os hábitos e comportamentos dos cães mudam ao longo do tempo e como isso se relaciona com a saúde deles. Sexton enfatizou que a análise do comportamento canino pode ajudar a identificar problemas de saúde precoces, refletindo o bem-estar dos animais. A pesquisa oferece um panorama inicial que poderá ser utilizado para monitorar esses cães ao longo de suas vidas.

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