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Casos de sarampo disparam 34 vezes em 2025, alerta Organização Pan-Americana de Saúde

Brasil intensifica vacinação contra sarampo após aumento de casos nas Américas, com mais de 10 mil confirmações e 18 mortes em 2024

Foto: Reprodução
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  • A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) registrou um aumento de 34 vezes nos casos de sarampo nas Américas em 2024, com mais de 10 mil confirmações e 18 mortes.
  • O Brasil contabilizou 24 casos, sendo 19 no Tocantins, e intensificou as ações de vacinação.
  • As mortes ocorreram principalmente no México (14), Estados Unidos (3) e Canadá (1).
  • A infectologista Marilda Siqueira, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), destacou a importância de vacinar 95% da população para garantir a proteção coletiva.
  • Em 2024, apenas 89% da população recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral e 79% completaram a segunda. O Brasil aumentou a cobertura vacinal, com mais de 2.400 municípios atingindo a meta de imunização.

A Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) alertou sobre um aumento alarmante de 34 vezes nos casos de sarampo nas Américas em 2024, com mais de 10 mil confirmações e 18 mortes. O Brasil, embora tenha registrado 24 casos, sendo 19 no Tocantins, intensificou suas ações de vacinação.

Os óbitos ocorreram principalmente no México, com 14 mortes, seguido pelos Estados Unidos, com 3, e Canadá, com 1. Apesar de ter um número relativamente baixo de casos, o Brasil permanece em estado de alerta devido à alta transmissibilidade do vírus. A infectologista Marilda Siqueira, do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), enfatiza a necessidade de aumentar as coberturas vacinais, recomendando que 95% da população seja vacinada para garantir a proteção coletiva.

O sarampo, que se espalha pelo ar, pode afetar pessoas de todas as idades e causar complicações graves, como pneumonia e encefalite. A vacinação é a principal estratégia para prevenir a doença. Até a década de 1990, o sarampo era responsável por cerca de 2,5 milhões de mortes anuais em todo o mundo, principalmente entre crianças. A eliminação da circulação endêmica nas Américas foi reconhecida em 2016, mas o risco de reintrodução do vírus é constante, especialmente em áreas com baixa cobertura vacinal.

Em 2024, apenas 89% da população recebeu a primeira dose da vacina tríplice viral, e 79% completaram a segunda. No Brasil, a situação é mais favorável, com um aumento na cobertura vacinal a partir de 2023. O Ministério da Saúde informou que o número de municípios que atingiram a meta de 95% de imunização na segunda dose mais que dobrou, passando de 855 em 2022 para 2.408 em 2024.

Diante do aumento de casos em países vizinhos, o Brasil está reforçando suas ações de imunização, especialmente em áreas de fronteira. A reativação da Comissão Binacional de Saúde com o Uruguai resultou em uma mobilização conjunta em Sant’Ana do Livramento e Rivera. O Ministério da Saúde também promoveu dias D de vacinação em diversos estados, com milhares de doses aplicadas.

Marilda Siqueira destaca que a participação da população é crucial para o sucesso das estratégias de vacinação. As autoridades estão atuando em municípios com casos confirmados, mas a colaboração da população é essencial para evitar a disseminação do vírus.

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