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Insônia crônica aumenta risco de envelhecimento cerebral em idosos, aponta estudo

Estudo revela que insônia crônica em idosos acelera envelhecimento cerebral e aumenta risco de demência em 4%

Idosos com insônia podem apresentar envelhecimento cerebral acelerado, segundo pesquisa publicada na Neurology (Foto: Reprodução)
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  • Um estudo recente publicado na revista *Neurology* revela que a insônia crônica em idosos está ligada ao envelhecimento cerebral acelerado.
  • A pesquisa acompanhou 2.750 adultos com idade média de 70 anos.
  • Quatorze por cento dos participantes com insônia desenvolveram comprometimento cognitivo leve ou demência, em comparação a dez por cento entre aqueles sem insônia.
  • Os idosos com insônia apresentaram um envelhecimento cerebral equivalente a três anos e meio a mais do que o esperado.
  • Especialistas destacam a importância do sono para a saúde cerebral e sugerem políticas para promover melhores hábitos de sono.

A insônia crônica em idosos está associada a um envelhecimento cerebral acelerado, segundo um estudo recente publicado na revista *Neurology*. A pesquisa, que acompanhou 2.750 adultos com idade média de 70 anos, revelou que 14% dos participantes com insônia desenvolveram comprometimento cognitivo leve ou demência, em comparação a 10% entre aqueles sem insônia.

Os resultados indicam que os idosos com insônia estão envelhecendo o cérebro o equivalente a 3,5 anos a mais do que o esperado. Os testes cognitivos e exames de imagem mostraram alterações significativas na estrutura cerebral desses indivíduos. O estudo foi liderado por Diego Z. Carvalho, especialista em medicina do sono da Clínica Mayo, que destacou a importância do sono na saúde cerebral.

Impacto da Qualidade do Sono

A pesquisa também sugere que a qualidade do sono pode ser um indicador de declínio cognitivo. Carvalho observou que o sono ruim pode prenunciar neurodegeneração, especialmente a partir da meia-idade. Santiago Clocchiatti-Tuozzo, residente de neurologia no Hospital Yale New Haven, enfatizou que a duração do sono é crucial. Aqueles que dormem menos horas apresentam piores resultados cognitivos e mais alterações cerebrais.

Estudos anteriores já haviam estabelecido conexões entre sono inadequado e doenças como demência e Alzheimer. Um estudo de 2021 na *JAMA Neurology* revelou que dormir menos de seis horas ou mais de nove horas está ligado a dificuldades cognitivas e outros problemas de saúde.

A Importância do Sono

Karin G. Johnson, neurologista do sono, ressaltou que o sono adequado é vital para a eliminação de toxinas do cérebro, que ocorre de forma mais eficaz durante o descanso. Ela defende a necessidade de políticas que incentivem melhores hábitos de sono, como horários escolares mais tardios, para promover a saúde cerebral nas gerações futuras. A pesquisa destaca a urgência de se considerar a qualidade e a quantidade de sono na preservação da saúde cognitiva ao longo da vida.

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