- Um estudo recente indica que quase 14% dos idosos em São Paulo são considerados frágeis, aumentando o risco de quedas, hospitalizações e morte.
- A pesquisa, publicada na revista European Geriatric Medicine, acompanhou 1.399 idosos ao longo de nove anos.
- Mais da metade dos idosos frágeis morreu até 2010, enquanto 56% dos não frágeis permaneceram saudáveis até 2015.
- O estudo aponta que homens têm maior risco de morte, mas as mulheres apresentam maior prevalência de fragilidade.
- A pesquisa destaca a necessidade urgente de políticas públicas para promover um envelhecimento saudável e intervenções para melhorar a qualidade de vida dos idosos.
Um novo estudo revela que quase 14% dos idosos em São Paulo são considerados frágeis, uma condição que eleva o risco de quedas, hospitalizações e morte. A pesquisa, publicada na revista *European Geriatric Medicine*, foi realizada por Gabriela Cabett Cipolli, doutora em gerontologia, e acompanhou 1.399 idosos ao longo de nove anos, utilizando dados do Estudo SABE (Saúde, Bem-Estar e Envelhecimento).
Os resultados mostram que mais da metade dos idosos frágeis morreu até 2010, enquanto 56% dos não frágeis mantiveram-se saudáveis até 2015. A fragilidade foi avaliada com base em cinco critérios: perda de peso não intencional, fadiga, fraqueza muscular, lentidão na marcha e baixa atividade física. A presença de três ou mais fatores caracteriza a fragilidade.
Mortalidade e Sexo
O estudo também destacou que homens apresentam maior risco de morte, embora as mulheres tenham maior prevalência de fragilidade. Essa diferença pode estar relacionada a uma maior resiliência biológica e social das mulheres, que tendem a buscar mais assistência médica. A orientadora do estudo, Mônica Sanches Yassuda, enfatiza a importância de considerar essas diferenças na avaliação do risco.
Além disso, a pesquisa revelou que idosos frágeis têm maior probabilidade de apresentar sintomas depressivos e baixo desempenho cognitivo. Esses fatores podem ser mediadores de processos inflamatórios e neurodegenerativos, que afetam tanto a fragilidade quanto o declínio cognitivo.
Necessidade de Intervenções
Diante do aumento da população idosa no Brasil, que em 2023 representava 15,6% da população, é urgente a implementação de políticas públicas voltadas para o envelhecimento saudável. A identificação precoce dos fatores que levam à fragilidade pode permitir intervenções eficazes, como promoção da atividade física e acompanhamento da saúde mental.
Cipolli ressalta que o objetivo do estudo é incentivar a criação de estratégias de intervenção para melhorar a qualidade de vida dos idosos, evitando hospitalizações e perdas de autonomia. A pesquisa reforça a necessidade de um rastreamento frequente da fragilidade, especialmente entre aqueles com múltiplas condições de saúde e comprometimento cognitivo.
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