- Lucía García foi diagnosticada com um tumor cerebral incurável, o DIPG, e faleceu um ano após o diagnóstico.
- Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Sant Joan de Déu, em Barcelona, descobriram que o tumor secreta proteínas que o protegem do sistema imunológico e fortalecem os vasos sanguíneos, dificultando os tratamentos.
- As descobertas foram publicadas na revista Neuro-Oncology Advances e mostram como o tumor manipula seu microambiente.
- As amostras do tumor de Lucía foram essenciais para identificar novas dianas terapêuticas, incluindo a proteína B7H3, que pode ser atacada por terapias existentes.
- Os pais de Lucía esperam que a pesquisa ajude outras famílias no futuro, acreditando que o legado da filha pode levar a novas descobertas no combate ao DIPG.
Lucía García, diagnosticada com um tumor cerebral incurável, o DIPG, aos oito anos, faleceu um ano após o diagnóstico. Sua luta deixou um legado importante para a pesquisa científica, com amostras de seu tumor que possibilitaram novos avanços no entendimento dessa doença devastadora.
Pesquisadores do Instituto de Pesquisa Sant Joan de Déu, em Barcelona, descobriram que o DIPG secreta proteínas que camuflam o tumor do sistema imunológico e reforçam os vasos sanguíneos ao redor, dificultando a eficácia dos tratamentos. Esses achados foram publicados na revista Neuro-Oncology Advances e revelam como o tumor manipula seu microambiente para escapar da resposta imune.
Lucía apresentou sintomas como dores de cabeça e dificuldades de fala antes de ser diagnosticada. O prognóstico era sombrio, com uma expectativa de vida inferior a dois anos. O diretor assistencial do Pediatric Cancer Center, Andrés Morales, destaca que a mortalidade é quase universal e que os pacientes frequentemente perdem funções neurológicas durante a progressão da doença.
As amostras do tumor de Lucía foram fundamentais para a pesquisa. O chefe do grupo de tratamento do câncer pediátrico, Ángel Montero, afirma que essas amostras permitiram a realização de ensaios clínicos e o estudo das características agressivas do DIPG. Os pesquisadores observaram que os tumores permanecem vazios de células imunológicas, indicando que os tratamentos não conseguem penetrar adequadamente.
Além disso, a equipe identificou duas novas dianas terapêuticas, incluindo a proteína B7H3, que pode ser atacada por terapias já disponíveis no mercado. Montero expressa otimismo com as novas possibilidades de tratamento, embora reconheça que a transição da pesquisa para a prática clínica ainda enfrenta desafios significativos.
Os pais de Lucía, Alfonso García e Noelia Gómez, mantêm a esperança de que a pesquisa beneficie outras famílias no futuro. Eles acreditam que, apesar das dificuldades, o legado de sua filha pode ajudar a abrir portas para novas descobertas no combate ao DIPG e outras doenças.
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