- Pesquisadores de instituições americanas desenvolveram um novo antiviral de amplo espectro para combater vírus envelopados.
- O estudo foi publicado na revista *Science Advances* e destaca a importância dessa inovação para futuras pandemias.
- A nova tecnologia utiliza moléculas de açúcar na superfície dos vírus, identificando 57 “receptores sintéticos de carboidratos” que se ligam a esses açúcares.
- Testes em camundongos mostraram que um dos compostos aumentou a taxa de sobrevivência para noventa por cento em comparação ao grupo controle.
- O antiviral também demonstrou eficácia contra outros vírus, como Ebola e rotavírus, representando um avanço significativo na resposta a surtos virais.
Uma equipe de pesquisadores de instituições americanas anunciou a criação de um novo antiviral de amplo espectro, capaz de combater diversos vírus envelopados. O estudo, publicado na revista *Science Advances*, destaca a importância dessa inovação para o enfrentamento de futuras pandemias.
Os antivirais atualmente disponíveis são geralmente específicos e enfrentam desafios devido à mutação dos vírus. A nova tecnologia se baseia em moléculas de açúcar na superfície de vírus envelopados, que são comuns a vários tipos e bem conservadas. Os pesquisadores identificaram 57 “receptores sintéticos de carboidratos” (SCR) que se ligam a esses açúcares, demonstrando eficácia em testes laboratoriais.
Os testes iniciais mostraram que dois dos compostos selecionados reduziram significativamente a carga viral em camundongos geneticamente modificados para serem suscetíveis à Covid-19. Com um dos compostos, a taxa de sobrevivência dos camundongos tratados foi de 90%, enquanto todos os do grupo controle morreram. Além disso, os compostos mostraram eficácia contra outros vírus, como Ebola e rotavírus.
A pesquisa é considerada um avanço significativo, pois um antiviral de amplo espectro poderia oferecer uma resposta rápida a surtos virais, ao contrário das vacinas, que demandam mais tempo para desenvolvimento. Os resultados ainda são preliminares, mas a possibilidade de um medicamento que atue contra múltiplos vírus representa um passo importante na luta contra emergências de saúde pública.
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