Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Gigantes do álcool, tabaco e alimentos impedem reforma da saúde, diz OMS

OMS alerta que lobby de indústrias dificulta políticas de saúde e propõe investimento de US$ 3 por pessoa para salvar milhões até 2030

Foto: Reprodução
0:00
Carregando...
0:00
  • A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou sobre a pressão das indústrias de tabaco, álcool e alimentos ultraprocessados, que dificulta a implementação de políticas de saúde pública eficazes.
  • Essas indústrias estão associadas ao aumento de doenças não transmissíveis, como câncer e doenças cardíacas.
  • Em reunião da ONU marcada para 25 de outubro, serão discutidas novas metas para combater essas doenças.
  • A OMS propõe um investimento de US$ 3 por pessoa, que poderia salvar mais de 12 milhões de vidas e gerar uma economia de US$ 1 trilhão até 2030.
  • Representantes das indústrias contestaram a visão da OMS, alegando disposição para colaborar na discussão sobre redução de danos.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou que a pressão exercida pelas indústrias de tabaco, álcool e alimentos ultraprocessados está dificultando a implementação de políticas de saúde pública eficazes. Em um comunicado recente, a OMS destacou que essas indústrias contribuem significativamente para o aumento de doenças não transmissíveis, como câncer e doenças cardíacas.

Durante a próxima reunião da ONU, marcada para 25 de outubro, os países discutirão novas metas para o combate a essas doenças. A OMS propõe que um investimento de US$ 3 por pessoa poderia salvar mais de 12 milhões de vidas e gerar uma economia de US$ 1 trilhão até 2030. Contudo, a agência enfatiza que os governos enfrentam um lobby intenso que busca bloquear ou atrasar políticas de saúde, como impostos sobre produtos nocivos e restrições à publicidade voltada para crianças.

O diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, afirmou que é inaceitável que interesses comerciais prevaleçam sobre a saúde pública. O médico Etienne Krug, da OMS, reforçou essa ideia, afirmando que os lucros das indústrias não podem se sobrepor ao aumento de mortes e doenças.

Representantes das indústrias de alimentos e bebidas, por sua vez, contestaram essa visão, alegando que estão dispostos a colaborar na discussão sobre a redução de danos. A International Food and Beverage Alliance declarou que é impreciso comparar alimentos a tabaco e álcool, enquanto empresas de tabaco, como a Philip Morris International, pediram um diálogo aberto com a OMS.

A expectativa é que a reunião da ONU resulte em um acordo sobre um novo roteiro para o combate às doenças não transmissíveis, embora grupos de saúde tenham alertado que o rascunho da declaração política já foi diluído, o que pode comprometer a eficácia das futuras políticas de saúde.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais