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Brasil classifica pressão arterial de 12 por 8 como pré-hipertensão e alerta população

Nova diretriz recomenda aferição regular da pressão arterial a partir dos três anos e estabelece metas de tratamento para hipertensão e pré-hipertensão

Aferição de pressão arterial é realizada em João Pessoa (Foto: Reprodução)
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  • A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 foi divulgada em 18 de setembro de 2025, durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia.
  • A atualização redefine a pressão arterial de 12 por 8 (120/80 mmHg) como pré-hipertensão e estabelece a meta de tratamento abaixo de 13 por 8 (130/80 mmHg).
  • O escore PREVENT foi introduzido para avaliar o risco cardiovascular em dez anos, considerando fatores como obesidade e diabetes.
  • A diretriz enfatiza a aferição regular da pressão arterial, recomendando medições anuais a partir dos 3 anos e maior frequência para adultos acima de 65 anos.
  • As novas recomendações incluem orientações específicas para o Sistema Único de Saúde (SUS) e saúde da mulher, abordando questões como hipertensão gestacional.

A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025 foi divulgada na quinta-feira, 18, durante o 80º Congresso Brasileiro de Cardiologia. A atualização, elaborada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) e Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH), redefine a pressão arterial de 12 por 8 (120/80 mmHg) como pré-hipertensão. Essa mudança visa identificar precocemente indivíduos em risco e promover intervenções preventivas.

Com a nova diretriz, a meta de tratamento para hipertensos foi ajustada para manter a pressão abaixo de 13 por 8 (130/80 mmHg). Essa alteração é crucial para reduzir o risco de complicações graves, como infartos e Acidente Vascular Cerebral (AVC). Os autores da diretriz ressaltam que, mesmo sem hipertensão instalada, a pré-hipertensão requer atenção médica e mudanças no estilo de vida.

Novas Ferramentas de Avaliação

Uma das inovações é a introdução do escore PREVENT, que avalia o risco cardiovascular em um horizonte de dez anos. Esse escore considera fatores como obesidade, diabetes e colesterol alto, permitindo um tratamento mais personalizado. Além disso, a diretriz inclui capítulos específicos para o Sistema Único de Saúde (SUS) e para a saúde da mulher, reconhecendo que 75% dos hipertensos são atendidos na rede pública.

As recomendações para o SUS priorizam medicamentos disponíveis e protocolos multiprofissionais, além de monitoramento ambulatorial e domiciliar. Para a saúde feminina, são oferecidas orientações sobre o uso de anticoncepcionais e acompanhamento pós-gestacional, especialmente para mulheres que tiveram hipertensão gestacional.

Importância da Monitorização

A nova diretriz também enfatiza a importância da aferição regular da pressão arterial. A recomendação é que a medição comece aos 3 anos de idade, com frequência anual. Para adultos mais velhos, especialmente após os 65 anos, a periodicidade deve ser maior, dado que 60% a 70% dos idosos apresentam hipertensão.

A atualização das diretrizes reflete uma tendência global, alinhando-se a práticas observadas na Europa e nos Estados Unidos. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 1 em cada 3 adultos no mundo tenha hipertensão, com muitos desconhecendo sua condição. No Brasil, cerca de 27,9% da população adulta convive com a doença, mas apenas um terço tem a pressão controlada.

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