- O governo dos Estados Unidos anunciará uma possível ligação entre o uso de paracetamol, conhecido como Tylenol, durante a gravidez e o autismo em crianças.
- A nova recomendação sugere que gestantes evitem o medicamento, exceto em casos de febre, o que contraria diretrizes médicas que consideram o paracetamol seguro.
- O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia defende que não há evidências claras de que o uso do medicamento cause problemas de desenvolvimento fetal.
- A fabricante do Tylenol, Kenvue, afirmou que mais de uma década de pesquisa não apoia a ideia de que o paracetamol cause autismo.
- O governo também promoverá a leucovorina como tratamento potencial para o autismo, com o secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., liderando a investigação sobre as causas da condição.
O governo dos Estados Unidos, sob a administração de Donald Trump, anunciará nesta segunda-feira, 22 de setembro, uma possível ligação entre o uso de paracetamol, conhecido como Tylenol, durante a gravidez e o autismo em crianças. A nova orientação recomenda que gestantes evitem o medicamento, exceto em casos de febre, uma medida que contraria diretrizes médicas que consideram o paracetamol seguro.
Estudos anteriores mostraram associações não conclusivas entre o uso do medicamento e o autismo. O Colégio Americano de Obstetrícia e Ginecologia defende que o paracetamol é um dos poucos analgésicos seguros para gestantes, afirmando que não há evidências claras de que seu uso cause problemas de desenvolvimento fetal. A fabricante do Tylenol, Kenvue, expressou preocupação com a nova recomendação, afirmando que mais de uma década de pesquisa rigorosa não apoia a ideia de que o paracetamol cause autismo.
Além disso, o governo Trump promoverá a leucovorina como um tratamento potencial para o autismo. Este medicamento, utilizado para tratar efeitos colaterais de outros fármacos, mostrou resultados promissores em ensaios clínicos. O secretário de Saúde e Serviços Humanos, Robert F. Kennedy Jr., está liderando os esforços para investigar as causas do autismo, uma condição que afeta uma em cada 31 crianças nos EUA.
A administração também enfatiza a importância de abordar o aumento das taxas de autismo, que têm crescido nas últimas décadas. Pesquisadores alertam que a busca por uma única causa para o autismo pode ser enganosa, já que a condição envolve uma combinação de fatores genéticos e ambientais. A expectativa é que as novas diretrizes e pesquisas tragam mais clareza sobre as causas do autismo e possíveis intervenções.
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