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Especialistas pedem atenção específica para a saúde da pele negra

Especialistas defendem formação específica para dermatologistas sobre pele negra. Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia realiza atividade sobre cuidados com pele negra. Rio de Janeiro cria Departamento de Pele Étnica para melhorar atendimento.

© Fernando Frazão/Agência Brasil
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  • A saúde da pele negra tem sido negligenciada, com a maioria dos materiais e produtos voltados para pele clara.
  • Especialistas, como Cauê Cedar, defendem a necessidade de uma formação específica para dermatologistas que inclua a diversidade racial.
  • O Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia realizou pela primeira vez uma atividade sobre cuidados com a pele negra.
  • A regional do Rio de Janeiro criou um Departamento de Pele Étnica para melhorar o conhecimento e o atendimento a pessoas de diversos grupos não-brancos.
  • A pele negra tem mais tendência a manchas, cicatrização hipertrófica e cuidados específicos com cabelos cacheados e crespos.

Saúde da Pele Negra: Necessidade de Atualização no Treinamento Médico

A saúde da pele negra tem sido negligenciada no meio acadêmico e na indústria de produtos dermatológicos, com a maioria dos materiais e produtos voltados para pessoas de pele clara. Especialistas, como Cauê Cedar, estão defendendo a necessidade de uma formação específica para dermatologistas que inclua a diversidade racial.

Avanços na Consciência e no Treinamento

Este ano, o Congresso da Sociedade Brasileira de Dermatologia realizou pela primeira vez uma atividade exclusivamente sobre cuidados com a pele negra. A regional do Rio de Janeiro criou um Departamento de Pele Étnica para melhorar o conhecimento e o atendimento a pessoas de diversos grupos não-brancos.

Importância da Diversidade Racial na Dermatologia

Cauê Cedar, chefe do Ambulatório de Pele Negra do Hospital Universitário Pedro Ernesto, destaca que muitos médicos não têm um treinamento específico para identificar como as condições podem se apresentar na pele negra. A pele negra tem mais tendência a manchas, cicatrização hipertrófica e cuidados específicos com cabelos cacheados e crespos.

A Indústria Dermatológica Responde

A indústria de produtos dermatológicos também começou a adaptar seus produtos à diversidade da população. Protetores solares com cor agora se adequam às tonalidades de pele negra, e os produtos sem cor não deixam mais a pele com um fundo esbranquiçado.

Departamento de Pele Étnica

A regional do Rio de Janeiro da Sociedade Brasileira de Dermatologia criou um Departamento de Pele Étnica, visando melhorar o conhecimento dos profissionais e o atendimento a pessoas de diversos grupos não-brancos. A dermatoscopia, por exemplo, é totalmente diferente em cada tom de pele, e os médicos precisam saber interpretar.

Problemas de Pele e Autoestima

Regina Schechtman, presidente da regional, enfatiza que problemas de pele podem afetar muito a autoestima dos pacientes. Há muitas doenças de pele, e a mais grave delas é o câncer, que também atinge a população negra.

Proteção Contra os Danos da Radiação Ultravioleta

Apesar do risco de câncer ser maior entre pessoas que têm menos pigmentação, as pessoas negras também precisam se proteger dos danos causados pela radiação ultravioleta.

Mudanças Impulsionadas por Profissionais Negros

Cauê Cedar e outros profissionais negros têm ajudado a firmar essa pauta no meio acadêmico. A criação do Departamento de Pele Étnica é um passo significativo para garantir que todos os profissionais de saúde estejam preparados para atender a uma população diversificada.

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