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A mudança que funcionou: banir-se das redes sociais deixou os filhos mais felizes

Ao restringir uso de redes sociais, psicoterapeuta relata maior calma, presença com filhos e melhoria no relacionamento conjugal

‘My kids see me relaxed and resting’ … Anna Mathur.
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  • A psicoterapeuta Anna Mathur proibiu o uso de redes sociais durante o tempo em que os filhos estão em casa, usando o App Block para bloquear acesso.
  • Ela passou a ter apenas quinze minutos para checar mensagens após as crianças irem para a cama e usa o notebook para atividades de trabalho.
  • A mudança deixou o humor mais estável, reduziu a irritabilidade e permitiu ficar mais presente com os filhos.
  • Narrar em voz alta o que faz no celular ajudou a manter o foco e a demonstrar aos filhos que não está sumindo.
  • A prática também melhorou o relacionamento com o marido, e Mathur aponta ganhos de atenção e conexão familiar; ela é autora do livro How to Stop Snapping at the People You Love.

A psicoterapeuta e autora Anna Mathur adotou um limite rígido de uso do celular para si mesma, suspendendo redes sociais e e-mails durante o período em que seus filhos estão em casa. A mudança foi motivada pela percepção de que o uso excessivo do telefone prejudicava o humor e a presença na dinâmica familiar.

Mathur descreveu que o telefone havia se tornado escritório, fonte de renda e principal canal de comunicação. Cada notificação era vista como tarefa a ser executada, gerando dopamina e despertando uma sensação de utilidade, mas também uma sobrecarga que afetava o comportamento com os filhos.

A autora passou a utilizar o aplicativo App Block, que restringe o acesso a redes sociais e ao e-mail durante o tempo em que os filhos estão em casa. Após o período de confinamento, ela reserva 15 minutos para checar conteúdos após as crianças dormirem, recorrendo ao notebook para tarefas profissionais.

A mudança trouxe resultados perceptíveis no cotidiano. Mathur observou menos irritabilidade e maior presença com as crianças, além de uma redução no consumo de estímulos constantes que antes a mantinham em estado de alerta.

Segundo a profissional, a autoconsciência sobre a resposta do corpo ao interromper tarefas ajudou a entender a ligação entre fadiga, estresse e impulsividade. Níveis de atenção foram reorganizados ao longo do dia, com menor dependência de checagens contínuas.

A prática também afetou o relacionamento conjugal. Sem o telefone como hábito central, Mathur parece estar mais presente com o marido, permitindo conversas mais profundas e maior atenção mútua no dia a dia.

A autora relata ainda que as interações com as crianças passaram a incluir mais leitura em conjunto, reduzindo a exposição a notificações. Essa mudança proporcionou momentos de calma, em que o descanso e a criatividade reapareceram.

Anna Mathur é psicoterapeuta e autora. Seu novo livro, How to Stop Snapping at the People You Love, é publicado pela Penguin Life.

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