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Moradores de capitais enfrentam duas horas diárias em deslocamentos urbanos

Custo elevado do transporte público impede acesso a serviços essenciais e compromete a vida social dos moradores das capitais brasileiras

Cenas de deslocamento urbano em São Paulo e no Rio de Janeiro, com destaque para o uso de ônibus e BRT, onde o tempo médio de deslocamento diário é de quase duas horas (Foto: Reprodução)
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  • Uma pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipsos-Ipec revela que 60% dos moradores de capitais brasileiras evitam visitar amigos devido ao alto custo das tarifas de transporte público.
  • O estudo entrevistou 3.500 pessoas em cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte.
  • Em média, os moradores gastam 116,5 minutos por dia em deslocamentos, com 58% levando mais de uma hora. Belém e Manaus têm os piores índices, superando duas horas.
  • O transporte coletivo é a principal opção, com 31% dos paulistanos utilizando ônibus. A insegurança ao andar a pé é alta, com 82% dos entrevistados se sentindo inseguros.
  • O custo do transporte impacta o acesso a serviços essenciais, com 48% já tendo deixado de ir a consultas médicas e 44% desistindo de procurar emprego.

Os problemas no transporte público das capitais brasileiras se intensificam, conforme uma pesquisa do Instituto Cidades Sustentáveis em parceria com o Ipsos-Ipec. O estudo, que entrevistou 3.500 moradores de cidades como São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte, revela que 60% dos entrevistados evitam visitar amigos e 56% abandonam atividades de lazer devido ao alto custo das tarifas.

Os dados mostram que, em média, os moradores das capitais gastam 116,5 minutos por dia em deslocamentos. 58% dos entrevistados levam mais de uma hora para realizar suas atividades diárias, com Belém e Manaus apresentando os piores índices, superiores a duas horas. Em contrapartida, Porto Alegre tem a média mais baixa, com 94 minutos.

Preferência pelo Transporte Coletivo

O transporte público é a escolha predominante, especialmente ônibus e BRT. Em Goiânia, 41% dos entrevistados utilizam carro particular, enquanto em São Paulo, o ônibus é o meio mais utilizado (31%). A pesquisa também revela que 82% dos moradores consideram inseguro andar a pé, com a percepção de insegurança variando entre as cidades. Em Manaus, 87% se sentem inseguros, enquanto em Goiânia, apenas 35% compartilham dessa visão.

Os principais problemas enfrentados pelos usuários incluem lotação e preço das tarifas. Em Manaus, 30% dos entrevistados apontam o valor da passagem como a maior preocupação, enquanto em São Paulo, 32% mencionam a lotação dos ônibus como o principal problema.

Impacto na Vida Cotidiana

A pesquisa evidencia que o custo do transporte é uma barreira significativa para o acesso a serviços essenciais. 48% dos entrevistados já deixaram de ir a consultas médicas e 44% desistiram de procurar emprego devido ao preço das passagens. A situação atual exige uma resposta eficaz para garantir que os cidadãos possam acessar serviços e lazer sem barreiras financeiras.

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