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Adeus aos implantes mamários: por que voltei a ter peito plano

Explante de implantes cresce entre mulheres que optam por ficar sem próteses e manter o peito plano, em busca de bem‑estar e aceitação corporal

Sarah Lavender Smith, an athlete in Colorado.
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  • A autora de 56 anos optou pela explantação (remoção dos implantes sem troca) após décadas de uso, em meio a aumento da demanda global pela cirurgia.
  • Segundo estudo de dezembro de 2024, as remoções de implantes mamários quase dobraram entre 2017 e 2022, indicando mudança na percepção sobre os implantes.
  • O motivo incluiu contratura costuma, com os implantes endurecidos e causando desconforto; o procedimento teve custo de cerca de US$ 5,6 mil e deixou cicatrizes sob os seios.
  • Ela conta que decidiu seguir o exemplo de outras mulheres que preferem ficar sem próteses, influenciada por relatos de bem-estar físico e autoconfiança ao vivo sem implantes.
  • A reportagem também destaca relatos de outras pacientes, incluindo casos de mastectomia sem reconstrução e discussões sobre a chamada doença das próteses (BII), que podem motivar a remoção.

No atual cenário da cirurgia plástica, cresce a demanda por remoção de implantes mamários, sem reposição. A explantação, ou seja, a retirada dos implantes, vem ganhando espaço entre mulheres que buscam returns a uma forma natural de se apresentar.

A reportagem acompanha mulheres que, ao longo de décadas, carregaram implantes salinos. Exemplos começaram na adolescência ou juventude, com objetivos estéticos, e hoje vivem com a decisão de ficar sem silicone. O marcado indica que a procura por remoção acelera.

Segundo estudo da International Society for Aesthetic Plastic Surgery, as operações de remoção quase dobraram entre 2017 e 2022, em nível mundial. O aumento supera o de outras mamoplastias, sugerindo mudança na percepção sobre implantes.

Entre as histórias, está a de Jaime McDonald, que recebeu implantes aos 19 anos e, oito anos atrás, retirou-os após descobrir que preferia uma silhueta menor. Ela relata alívio significativo após a remoção, sem reconstrução.

Outro caso é o da autora, que fez a explantação após sofrer contratura capsular, condição em que o tecido ao redor do implante endurece. O custo da cirurgia não coberta por seguro variou conforme a opção de reposição ou remoção definitiva.

A cirurgia de remoção nem sempre vem isolada; alguns procedimentos incluem levantamento de pele ou fechamento plano do tórax. Profissionais destacam que a decisão é individual, com foco em bem-estar físico e psicológico.

Especialistas ressaltam que o perfil desejado hoje tende a ser menor, mais atlético e proporcionado. A percepção de que o tamanho importa menos, e que o conforto é prioritário, guia muitas escolhas de pacientes.

Casos de candidatas a implante relatam motivações diversas, desde insatisfação com o corpo até fatores psicológicos. Em relatos, a decisão pela retirada costuma ser associada ao desejo de aceitação corporal e saúde a longo prazo.

Profissionais de cirurgia plástica observam que, para algumas pacientes, a retirada sem reconstrução é suficiente. Em outras, há escolha por modalidades de fechamento que deixam o peitoral mais liso e natural.

Ao reconhecer que a estética mudou ao longo das décadas, o público pode entender que permanecer com o peito plano é uma opção viável. A decisão envolve avaliação médica, financeira e emocional, sempre com foco na saúde da paciente.

Para quem considera a retirada, o debate envolve expectativas, recuperação e possível impacto na prática de atividades físicas. O consenso aponta para escolhas que valorizem autonomia corporal e bem-estar.

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