- Giselle dos Reis Calixto, 25, criou receitas que escondem legumes e proteínas para ajudar o filho Oliver, 5, que tem autismo nível 3 de suporte e seletividade alimentar.
- Em vídeos virais, ela apresenta receitas como brigadeiro, cookie de feijão e bolo de frango para ampliar a aceitação de alimentos pelo filho.
- A mudança aconteceu após diagnóstico e mudança do Pará para o Paraná, buscando melhor tratamento e acompanhamento profissional.
- O acompanhamento inclui nutricionista, fonoaudióloga e outros especialistas, com identificação de alergia ao leite de vaca e uso de leites vegetais; foco na motricidade orofacial.
- Hoje Oliver come mais variedade, com adaptações de textura, e Giselle publicou um e-book com estratégias para outras famílias.
Giselle dos Reis Calixto, 25, criou uma estratégia criativa para ampliar a aceitação de alimentos do filho Oliver, de 5 anos, que tem autismo classificado como nível 3 de suporte. Os vídeos que ela posta mostram receitas onde ingredientes nutritivos aparecem disfarçados, sem alterar a aparência ou o sabor.
Oliver apresentava seletividade alimentar desde a introdução de sólidos, o que prejudicou a mastigação e o desenvolvimento. A família morava no Pará e percebeu a necessidade de buscar alternativas com orientação profissional, pois não havia apoio adequado localmente.
A mudança de cenário ocorreu para o Paraná, buscando tratamento e qualidade de vida melhores. Giselle e Rafael, o marido, contaram com a ajuda de familiares para organizar a transição e acompanhar o filho em novas terapias.
Contexto e diagnóstico
A nutricionista Karine Lenda, especializada em intervenção para autismo e TDAH, ajudou a identificar alergia ao leite de vaca. O diagnóstico ocorreu após avaliação na nova fase de cuidado, revelando inflamação no esôfago como provável limitadora da aceitação de sólidos.
Com a substituição do leite de vaca por opções vegetais, houve introdução gradual de alimentos, suplementação e redução de itens potencialmente alergênicos. Paralelamente, a fonoaudiologia foi essencial para desenvolver a motricidade orofacial e a mastigação.
Criatividade na cozinha e rotina alimentar
Giselle passou a testar combinações nocionais que tornassem os alimentos mais atraentes para Oliver. Frutas, legumes e proteínas aparecem em preparações com texturas ajustadas. Ela provava tudo antes de oferecer ao filho e permitia que ele experimentasse, mesmo quando a reação inicial era hesitante.
A alimentação da família passou a seguir uma rotina compartilhada, com Oliver aceitando quase todos os itens desde que mantivessem a textura adequada. Os profissionais envolvidos acompanham o caso, com foco na nutrição, neurodesenvolvimento e terapia ocupacional.
Impacto e desdobramentos
A evolução de Oliver é visível: o prato principal costuma ser o mesmo da família, adaptado para ficar mole ou cremoso. O menino mantém preferências por itens mais simples, como bolinhos ou panquecas no café da manhã, mas já demonstra avanços no cardápio diário.
Giselle destaca que a mudança de alimentação contribuiu para o desenvolvimento global do filho. A nutricionista ressalta a importância do monitoramento contínuo, para evitar consumo indiscriminado de ultraprocessados e manter o equilíbrio alimentar.
Rede de apoio e alcance
Ao compartilhar a experiência nas redes, Giselle atingiu milhões de visualizações e ajudou outras famílias com situações semelhantes. Ela afirma que as receitas já auxiliaram diversas pessoas, apesar de críticas recebidas na internet.
Além dos vídeos, a mãe publicou um e-book intitulado Driblando a seletividade alimentar de mãe para mãe, com estratégias voltadas a famílias que lidam com desafios parecidos e buscando ampliar a alimentação de crianças com autismo.
Entre na conversa da comunidade