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Mãe descobre autismo após diagnóstico dos filhos e burnout

Mãe de dois filhos autistas revela diagnóstico aos 44 anos e burnout, em livro que incentiva diálogo aberto e acolhimento de pessoas no espectro

Kaká tem dois filhos com TEA — Foto: Arquivo Pessoal
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  • Karine Koerich Busch Lobe, também chamada de Kaká, é mãe de dois filhos autistas e revelou ter recebido o diagnóstico de autismo aos 44 anos; ela lança o livro Autismo – 10 gestos de amor, escrito com os filhos Pedro e Matheus.
  • O diagnóstico do caçula, Matheus, ocorreu em 2014; iniciou-se a terapia ABA e a família chegou a viajar para São Paulo em busca de orientação, pois havia poucos especialistas em Santa Catarina.
  • Em 2020, durante a pandemia, Pedro, o filho mais velho, foi diagnosticado com autismo, e Matheus recebeu diagnóstico de TDAH; a mãe também enfrentou dificuldades emocionais.
  • Em 2021, Karine teve burnout e recebeu confirmação do próprio diagnóstico de autismo após avaliação neuropsicológica.
  • O objetivo do livro é ampliar o diálogo sobre autismo, promover atitudes acolhedoras e incentivar o cuidado com a saúde mental da própria mãe para melhor cuidar dos filhos.

A escritora Kaká, cujo nome é Karine Koerich Busch Lobe, lança Autismo – 10 gestos de amor. O livro, escrito com os filhos Pedro e Matheus, aborda o diagnóstico de TEA na família e propõe ampliar o diálogo sobre o tema.

Ela revela que, como autista, gosta de planejamento e reconhece a necessidade de uma comunicação sem julgamentos. A obra busca tornar as relações mais acolhedoras para pessoas com autismo.

Logo no início, Kaká descreve a curiosidade da cunhada: o que pode ser feito pela família. O diálogo surge como ponto de virada para entender melhor o eixo da convivência.

Sobre o livro e o objetivo

Natural de Blumenau (SC), Kaká teve um caminho longo até compreender a diversidade do TEA. O livro surge como desfecho da experiência de uma mãe que também recebeu o diagnóstico de autismo aos 44 anos.

Caminho até o diagnóstico dos filhos

O filho caçula foi diagnosticado em 2014, após sinais como não olhar para as pessoas. O tratamento incluiu ABA, primeira vez fora do estado, com retorno para casa para aplicar os aprendizados.

A partir das primeiras sessões, o desenvolvimento de Matheus ganhou impulso. O atraso de fala ficou menor e houve maior interação social, segundo o relato da mãe.

Seis anos depois, o irmão mais velho recebeu diagnóstico de autismo. Em 2020, com a pandemia, a observação da escola mudou a percepção sobre as amizades dele.

Desafios na percepção do autismo em meninas

Kaká relata que o diagnóstico da filha foi tardio; o debate envolve máscara social e estereotipias. Ela descreve a dificuldade de reconhecer sinais em meninas e o uso de estratégias inconscientes para se adequar.

A convivência com essa realidade levou à autoanálise. Kaká trabalhou a percepção de que a observação nos olhos nem sempre revela a verdade durante a comunicação.

Autoconhecimento e burnout

A trajetória levou ao burnout no final de 2021, após intensa dedicação a sites, livros e ações de apoio. Uma avaliação neuropsicológica confirmou o diagnóstico de autismo, complementando o quadro já conhecido na família.

A autora destaca que cuidar da saúde mental é tão essencial quanto cuidar dos filhos. O livro inaugura uma fase de compromisso com informações para famílias em situação semelhante.

Do autismo à prática educativa

A ideia central nasceu de uma pergunta da cunhada: o que pode ser feito por vocês? A partir daí, Kaká transformou a experiência em um material didático para ampliar a compreensão do autismo entre diferentes públicos.

Matheus, hoje mais independente, representa para Kaká o marco de uma vida de lutas diárias pela inclusão. O desafio é constante: a aceitação social e a adaptação da rotina familiar.

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