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Gatos não devem sair sozinhos para a rua, orientações de especialistas

Gatos que saem sozinhos vivem dois a três anos a menos; riscos incluem atropelamentos, intoxicações e doenças como Leucemia Felina e Vírus da Imunodeficiência Felina (FeLV e FIV)

Fotografia de um gatinho laranja andando na rua.
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  • Revisão publicada na Global Ecology and Conservation aponta que gatos que saem sozinhos têm expectativa de vida dois a três anos menor; em alguns casos, podem morrer até dez anos antes do esperado.
  • O principal risco é o trânsito, já que gatos atravessam ruas várias vezes ao dia, aumentando o risco de atropelamento.
  • Estimativas europeias indicam que entre dezoito por cento e vinte e quatro por cento dos gatos são atropelados ao menos uma vez na vida, e cerca de setenta por cento desses acidentes são fatais.
  • Fora o atropelamento, há o perigo de ingestão de substâncias tóxicas, como venenos para ratos, lixo ou alimentos contaminados, que podem causar intoxicação.
  • Doenças infecciosas entre gatos, como a Leucemia Felina e o Vírus da Imunodeficiência Felina, podem ser transmitidas sem cura; especialistas recomendam que gatos não saiam sozinhos, com passeios apenas acompanhados por coleira, além de estímulos em casa para o bem-estar.

Os resultados vêm de uma revisão publicada na revista Global Ecology and Conservation. O estudo aponta que gatos que saem de casa têm expectativa de vida menor do que os que ficam exclusivamente dentro de casa. A diferença é de dois a três anos, em alguns casos chegam a 10 anos a menos.

Especialistas destacam que o trânsito é um dos principais fatores de risco. Pesquisas indicam que os gatos atravessam ruas várias vezes ao dia, elevando as chances de atropelamento. Em termos europeus, estima-se que 18% a 24% dos gatos sejam atropelados ao menos uma vez na vida, e cerca de 70% desses acidentes são fatais.

Outro alerta é sobre intoxicação. Nas ruas, os gatos podem ingerir venenos para roedores, lixo ou alimentos contaminados, causando intoxicação ou envenenamento. Além disso, doenças infecciosas entre gatos, como FeLV e FIV, podem se disseminar por saliva, brigas ou contato próximo, sem cura.

Esses fatores reforçam a orientação de não deixar gatos saírem sozinhos. Passeios com coleira são possíveis quando acompanhados. A recomendação é adotar ambientes seguros para o animal dentro de casa, com estímulos adequados.

Medidas em casa

  • Estimular o felino com brinquedos e brincadeiras diárias.
  • Disponibilizar arranhadores, pontos de escalada e áreas de exploracão seguras.
  • Garantir enriquecimento ambiental para manter o bem-estar sem sair de casa.

Observação final

Portanto, a evidência científica indica benefícios à saúde dos gatos que vivem dentro de casa ou sob supervisão durante saídas com coleira. O foco é reduzir riscos e preservar a qualidade de vida do animal.

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