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Chás naturais: 7 plantas que exigem cautela no consumo

Chás naturais oferecem benefícios, mas podem provocar efeitos adversos e interações com medicamentos; uso cauteloso, especialmente na gravidez e em doenças

Chás naturais: 7 plantas que devem ser consumidas com cuidado
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  • O uso de chás de ervas pode trazer benefícios, mas pode provocar efeitos adversos e interferir com medicamentos; procure orientação médica, principalmente se estiver grávida, amamentando ou com doenças preexistentes.
  • Carqueja: não indicada para grávidas e lactantes; pode representar risco para quem tem doença hepática; uso prolongado pode causar náuseas e vômitos.
  • Erva-de-são-joão: pode reduzir a eficácia de antidepressivos, anticoncepcionais e anticoagulantes; associado a maior sensibilidade solar quando combinado com certos medicamentos.
  • Cavalinha: não deve ser usada por pessoas com insuficiência renal ou cardíaca; pode causar dor de cabeça, anorexia, irritação gástrica e irritação no trato urinário; pode reduzir níveis de vitamina B1.
  • Guaco: pode interferir na coagulação sanguínea; doses acima do recomendado podem provocar vômitos e diarreia.

A prática de chá feito com ervas é comum em diversas culturas e vem ganhando respaldo científico. No Brasil, especialistas destacam que plantas medicinais podem ajudar no alívio de sintomas e no equilíbrio do organismo quando usadas de forma adequada.

Porém, o uso inadequado pode gerar efeitos adversos e interferir em tratamentos. Algumas plantas contêm compostos que interagem com medicamentos, o que pode comprometer a eficácia de terapias em andamento. Pacientes com condições pré-existentes devem ter cuidado especial.

Relatórios de regulatorias nacionais indicam que a segurança do consumo depende da dose, do tempo de uso e de a plantação ser adequada para cada perfil de saúde. Gestantes, lactantes e pessoas com doenças crônicas precisam de orientação profissional.

Principais riscos por planta

1. Carqueja

O chá não é recomendado para grávidas e lactantes. Pode favorecer náuseas, vômitos e representar risco a quem tem doenças hepáticas.

2. Boldo

Indicado para digestão, o boldo deve ser evitado por quem tem hepatopatia grave e por quem usa anticoagulantes. Mulheres grávidas também devem evitar, segundo fontes oficiais.

3. Erva-de-são-joão

Usada para depressão leve, pode reduzir eficácia de antidepressivos, anticoncepcionais e anticoagulantes. Pode aumentar sensibilidade ao sol quando associada a certos fármacos.

4. Cavalinha

Não indicada para quem tem insuficiência renal ou cardíaca. Pode provocar dor de cabeça, anorexia e irritação gástrica em uso prolongado.

5. Guaco

Embora auxiliar doenças respiratórias, pode interferir na coagulação sanguínea. Doses elevadas costumam provocar vômitos e diarreia.

6. Chá verde

Consumo excessivo pode atrapalhar a eficácia de anticoagulantes e antidepressivos. Alto teor de cafeína exige moderação para gestantes e lactantes.

7. Camomila

Geralmente segura, mas excesso pode causar contrações uterinas. Pode intensificar efeitos de anticoagulantes e provocar reações alérgicas em indivíduos sensíveis.

Consumo seguro e orientação profissional

Mesmo ervas comuns podem trazer riscos em uso inadequado. A recomendação é buscar orientação de um profissional de saúde, especialmente para gestantes, lactantes e pessoas com doenças preexistentes.

Também é essencial conhecer a dose correta, horários de uso e duração, conforme orientações oficiais. O uso contínuo de uma planta medicinal pode trazer efeitos danosos ao organismo.

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