- Letícia, 9 anos, foi diagnosticada com vitiligo em 2023; a ausência de melanina nas manchas foi confirmada por dermatologista.
- A mãe, Ana Cristina Mario de Castro, 44 anos, relata que os sinais começaram entre 3 e 4 anos e houve atraso no diagnóstico devido ao luto pela sogra e ao impacto da pandemia.
- A filha passou por tratamento com fototerapia e exames para monitorar a possível ligação com outras doenças autoimunes; o tratamento foi doloroso e gerou estresse em Letícia.
- Em um momento, Letícia questionou a mãe sobre as manchas, dizendo que não queria os tratamentos; a criança expressou que ama as manchas e não quer escondê-las.
- Hoje Letícia não faz mais tratamentos específicos, participa de atividades como desenho e circo para apoio psicológico, e a mãe passou a aceitar a condição da filha.
A fisioterapeuta Ana Cristina Mario de Castro, 44 anos, relata os desafios de aceitar o diagnóstico da filha Letícia, de 9, com vitiligo. Ela descreve o impacto inicial sobre o psicológico da família e a dificuldade de lidar com o preconceito.
Letícia teve os sinais identificados entre 3 e 4 anos, quando surgiram alterações na pele ao redor dos olhos. A mãe ficou insegura e procurou médicos, que inicialmente sugeriram apenas áreas sem pigmentação, sem confirmar a doença.
A confirmação ocorreu em 2023, após consulta com dermatologista. O exame constatou ausência de melanina na pele da criança, levando a família a buscar tratamento e avaliação de outras doenças autoimunes.
O que é vitiligo
Segundo a dermatologista Luciana Passoni, o vitiligo é uma doença autoimune que faz desaparecer melanócitos, células que produzem melanina. As manchas brancas podem aumentar e surgem em qualquer fototipo.
A doença pode aparecer na infância, com maior frequência entre 10 e 30 anos. Cerca de 30% dos pacientes têm histórico familiar. Áreas como couro cabeludo, cílios e sobrancelhas podem sinalizar o início.
Desafios do tratamento e cuidado
Letícia iniciou tratamento com medicação e fototerapia, enfrentando inchaço, aumento de manchas e maior estresse. A menina chegou a questionar a própria necessidade de tratamento e a prefere manter as manchas naturais.
A família passou a priorizar bem-estar emocional da criança, com apoio de psicólogo e atividades criativas. Hoje Letícia não realiza mais tratamentos invasivos, investindo em desenho e atividades como circo para ganho psicológico.
A dermatologista ressalta que não há cura para o vitiligo, mas é possível controlar o progresso com acompanhamento médico, terapias que repigmentam áreas afetadas e manejo emocional. Cuidados com pele e evitar atritos ajudam a reduzir novas manchas.
Causas e fatores
As causas exatas não são totalmente conhecidas, mas envolvem fatores autoimunes e situações de estresse. Em crianças, ambientes estáveis ajudam a evitar agravamento. A orientação é buscar diagnóstico e tratamento individualizados com dermatologista.
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