- A psicóloga Laia Milanesi afirma que não ter sempre uma opinião pode evitar irritação e ofensa constantes.
- A defesa da ideia envolve reduzir julgamentos rápidos sobre temas e pessoas, especialmente em redes sociais.
- O hábito de opinar sobre tudo pode ter relação com o efeito Dunning-Kruger e com a facilidade de opinar online.
- Correntes de pensamento como estoicismo e budismo também apontam que a forma como interpretamos acontecimentos, não os fatos em si, impacta nosso bem‑estar.
- A proposta, embora desafiadora, é apresentada como caminho para preservar a calma e a saúde mental.
O segredo para não se irritar nem se ofender, segundo uma psicóloga, é aprender a não ter sempre uma opinião. A ideia ganhou destaque em uma postagem no TikTok de Laia Milanesi, psicóloga geral sanitária e especialista em saúde mental.
A proposta desafia o impulso de julgar rapidamente. A psicóloga aponta que, muitas vezes, opinar sobre tudo decorre do que especialistas chamam de efeito Dunning-Kruger, aliado à facilidade de emitir julgamentos nas redes sociais.
A pesquisadora cita a pressa de reagir como um fenômeno comum na era digital, onde mensagens curtas estimulam opiniões rápidas, mesmo sem aprofundamento sobre o tema. Segundo ela, esse comportamento afeta a saúde mental.
Especialistas citados pela reportagem destacam que a distância entre o que acontece e como interpretamos o fato é central para o bem-estar. A interpretação costuma nascer de julgamentos automáticos, que geram irritação desnecessária.
A prática de deixar de opinar em tudo é alinhada a tradições como o estoicismo e o budismo, que defendem atenção à interpretação dos eventos. O objetivo é reduzir reações imediatas que alimentam conflitos internos.
Milanesi sugere exercícios simples de autocontrole emocional e reflexão antes de responder. A proposta não busca silenciar opiniões, mas tornar as respostas mais racionais e menos impulsivas.
Por que opinar demais pode afetar a saúde
A ideia é evitar julgamentos precipitantes que elevam o estresse. Pesquisadores lembram que entender o contexto ajuda a manter a calma e a saúde mental em ambientes digitais e presenciais.
A reportagem ressalta ainda que navegar com mais ponderação não implica abandonar críticas, apenas atrasar respostas para permitir avaliação. A prática busca equilíbrio entre expressão e responsabilidade.
Dados de especialistas consultados indicam que reduzir julgamentos rápidos pode diminuir conflitos e melhorar a qualidade do diálogo. O foco é a comunicação mais precisa e menos conflituosa.
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