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Tecnologia não é vilã; a responsabilidade é humana

Não é a IA, é a organização do trabalho: pressão constante, fronteiras quebradas e fragmentação que afetam saúde mental e produtividade

Talvez a tecnologia não seja a vilã, mas nós mesmos
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  • A coluna aponta que a saúde mental não é culpa exclusiva da tecnologia, mas da forma como o trabalho é organizado com o uso de recursos tecnológicos.
  • No Brasil, afastamentos por transtornos mentais chegaram a cerca de 472 mil em 2024, segundo o Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).
  • Globalmente, a Organização Mundial da Saúde (OMS) estima perdas de produtividade em torno de US$ 1 trilhão por ano devido a depressão e ansiedade.
  • O estudo Work Trend Index, da Microsoft, mostra que a jornada de trabalho se expandiu e há interrupções frequentes; 42% das pessoas fazem multitarefas durante uma semana típica.
  • A pesquisa aponta ainda queda no engajamento dos trabalhadores (20%), sugerindo que o sofrimento no trabalho resulta de pressão contínua, limites quebrados, fragmentação e falta de elaboração psíquica, não apenas da tecnologia.

A coluna analisa o papel da tecnologia na saúde mental no ambiente de trabalho. Não é a IA isoladamente a causadora, mas a forma como o trabalho é organizado com apoio tecnológico. O texto questiona a responsabilidade exclusiva da tecnologia.

Dados recentes ajudam a embasar a discussão. No Brasil, afastamentos por transtornos mentais chegaram a 472 mil casos em 2024, segundo o INSS. Globalmente, a OMS estima perdas de produtividade superiores a US$ 1 trilhão por ano por depressão e ansiedade.

A reflexão parte da ideia de que não há culpados únicos. O texto sustenta que o colapso de limites, a pressão constante e a fragmentação do dia a dia no trabalho contribuem para o sofrimento. A tecnologia amplia essas dinâmicas, sem, por si só, resolver o problema.

O autor cita a teoria da banda de Moebius de Lacan para explicar a relação entre indivíduo e organização. Segundo ele, interior e exterior se influenciam mutuamente, e o trabalho pode acionar gatilhos pessoais, mesmo quando transtornos não têm origem no trabalho.

Entre as causas apontadas estão a pressão contínua, com metas cada vez mais elevadas, e a escassez de margens de erro. A transformação do crescimento em exigência permanente afeta rotinas, relações e rotinas de avaliação de desempenho.

Outro aspecto destacado é o colapso dos limites. Dados do Work Trend Index da Microsoft, de 2022, mostram jornadas mais longas e interrupções frequentes por reuniões, mensagens e e-mails. A fronteira entre trabalho e vida pessoal fica borrada.

A fragmentação é citada como consequência, com 42% das pessoas realizando multitarefas durante a semana, principalmente em reuniões. Esse cenário reduz a capacidade de reflexão, dificultando a construção de sentido no trabalho.

O texto reforça que a falta de elaboração psíquica pode transformar experiência em repetição de conflitos. Estudos são citados para indicar queda no engajamento global, movimento já observado há dois anos consecutivos pela Gallup, chegando ao nível mais baixo desde 2020.

Diante desse conjunto, o artigo aponta que não basta atribuir o problema à tecnologia. A pergunta central fica: por que ainda tratamos o sofrimento no trabalho como adaptação individual, em vez de reconhecer a organização do trabalho como fator central?

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