Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Banho no escuro vira tendência de bem-estar para quem tem insônia

Banho no escuro, feito 60 a 90 minutos antes de dormir, reduz estímulos e luz, regula a temperatura corporal e pode facilitar o adormecimento

O “banho no escuro” é a tendência de bem-estar que vale experimentar — Foto: Getty Images
0:00
Carregando...
0:00
  • Banho no escuro consiste em apagar a luz do banheiro 60 a 90 minutos antes de dormir para reduzir estímulos, desacelerar e preparar o corpo para o sono.
  • A prática não requer suplementos ou assinaturas e foca em menos luz, menos estimulação e regulação da temperatura corporal.
  • Estudos indicam que iluminação mais fraca ao anoitecer ajuda a manter a melatonina; luz mais intensa pode reduzir a melatonina e encurtar o período de liberação.
  • O cérebro responde à ausência de luz ao impedir sinais de alerta ao hipotálamo, contribuindo para acalmar a mente; a temperatura corporal também facilita o sono.
  • Não é solução única para insônia; não há evidência de acionamento direto do nervo vago apenas com o banho no escuro; pode ser uma alternativa ou complemento a outras estratégias de sono.

Em meio a práticas de bem-estar, surge o chamado banho no escuro, um ritual simples para facilitar o sono. A proposta é apagar a luz do banheiro, tomar o banho antes de dormir e deixar a escuridão trabalhar a seguir. Sem suplementos ou serviços, o método busca reduzir estímulos e regular a temperatura corporal.

Especialistas associam o hábito a princípios da medicina tradicional chinesa e da neurociência. Segundo Ada Ooi, médica integrativa, o banho quase no escuro favorece o equilíbrio entre yang e yin, preparando a mente para o descanso. A ideia é desacelerar o corpo e diminuir estímulos sensoriais.

A fundamentação científica aponta que iluminação reduzida aumenta a melatonina no início da noite. Em estudo com 116 adultos, luzes inadequadas encurtaram a liberação de melatonina e elevaram o nível de alerta. O efeito é entendido como uma facilitadora do adormecer, não como solução única para distúrbios do sono.

Do ponto de vista neurológico, a ausência de luz envia sinais ao hipotálamo para manter o corpo menos desperto. Pesquisadores também destacam que a escuridão diminui a carga cognitiva do cérebro, que deixa de processar estímulos visuais intensos. A temperatura da água, entre 40 e 42°C, também é relevante.

Pesquisas indicam que banhos curtos em água quente, uma a duas horas antes de dormir, ajudam a encurtar o tempo de adormecer e a qualidade do sono ao estimular a perda de calor na pele. No entanto, especialistas ressaltam que o banho no escuro não substitui outras abordagens para insônia ou sono crônico.

Outras opções, como terapias de redução sensorial, podem oferecer efeitos mais profundos para quem busca melhoria no sono. Técnicas envolvendo fases de relaxamento, menor estímulo sensorial e ajustes ambientais costumam ser mencionadas como caminhos complementares.

O que se observa na prática é uma experiência que se torna mais tranquila com o tempo. Usuários relatam que, apesar de algum desconforto inicial, a mente tende a se acalmar ao longo do banho, favorecendo a transição para o repouso. A mudança é interpretada como ajuste do ambiente ao estado natural do organismo ao fim do dia.

O que fazer na prática

  • Acione a iluminação suave apenas quando necessário, mantendo o banheiro pouco iluminado.
  • Evite misturar itens de higiene para não confundir odores ou funções.
  • Considere iniciar o ritual com o banho na temperatura indicada e aguardar a queda de luminosidade no ambiente.
  • Caso prefira, uma vela pode substituir a iluminação elétrica, desde que a segurança seja prioridade.
  • Lembre-se: apagar as luzes não é garantia de sono imediato; traktos do ambiente ainda influenciam a qualidade do descanso.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais