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A tristeza na era das redes sociais: como lidar sem rotular como doença

Psiquiatra alerta para exagero de diagnósticos em quem sofre e insuficiência de diagnósticos em quem está doente, sob pressão das redes sociais

Lacuna entre expectativa e realidade é uma das grandes fontes de sofrimento
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  • Psiquiatra Daniel Martins de Barros lança o livro Sofrimento não é doença, discutindo exageros de diagnóstico e a falta de diagnóstico em quem está realmente adoecido.
  • O autor alerta para a medicalização de processos naturais de crescimento e para a confusão entre sofrimento e doença.
  • Segundo ele, o sofrimento muitas vezes decorre do descompasso entre o que é e o que se espera que seja, gerando incômodo e urgência de agir.
  • A dinâmica das redes sociais, com padrões de beleza e felicidade aparentes, dificulta demonstrar tristeza e pode levar a soluções rápidas para retomar uma imagem “funcional”.
  • O psiquiatra recomenda buscar ajuda profissional quando houver dúvida, lembrando que momentos desconfortáveis podem trazer aprendizados; a publicação enfatiza a importância de entender a diferença entre sentir e estar doente.

O psiquiatra Daniel Martins de Barros lança o livro Sofrimento não é doença, cuja discussão gira em torno de como a era das redes sociais molda a percepção sobre tristeza e doença. O autor aponta tanto o excesso de diagnósticos quanto a carência de avaliações em quem realmente sofre. A publicação busca esclarecer quando o sofrimento é natural e quando se trata de uma condição clínica.

Barros chama atenção para a medicalização de processos naturais de amadurecimento. Segundo ele, a farmacologia ajudou a reduzir sofrimentos antigos, mas pode levar à terceirização da dor. Em sua visão, é preciso distinguir entre o que é sofrimento humano comum e o que efetivamente configura doença.

O eixo central envolve a lacuna entre expectativa e realidade. O autor descreve como a comparação constante nas redes sociais alimenta o incômodo ao sentir falta ou queda do que imaginamos ser a vida ideal. Essa discrepância, afirma, dispara o desejo de agir para encurtar o gap.

Ele explica que a própria consciência dos sentimentos pode intensificar a tristeza. O pesquisador cita situações como a perda de alguém querido, em que a dor decorre mais dos pensamentos sobre a falta do que da morte em si. O foco está na interpretação da ausência.

Em tom informativo, o livro propõe reflexões sobre como lidar com o desconforto na atual cultura de produtividade e entretenimento. O objetivo é evitar julgamentos rápidos sobre quem sofre e incentivar encaminhamentos profissionais quando necessário.

A discussão também ressalta que momentos de dor podem trazer aprendizados. Opsicólogo Rubem Alves é citado para sugerir que a dor pode estimular a criatividade e transformar situações difíceis em oportunidades de crescimento.

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