- No começo da recuperação, a autora buscava reconhecimento pelos colegas ao mostrar a ficha de abstinência do Alcoólicos Anônimos (AA) no grupo da família.
- A ficha funciona como marco simbólico; ao chegar a um ano, reuniu os familiares para comemorar e, aos sete anos, o pai ficou emocionado.
- Ela entende que parar de beber foi um ganho pessoal, não para agradar ex-namorado, mãe ou amigos.
- O autoconhecimento, resultado de anos de abstinência, ajudou a aceitar que acordar sem ressaca e lembrar do que houve na véspera são ganhos importantes.
- O terapeuta sugeriu reduzir o tempo no Instagram para evitar comparações e focar em leitura, passeios com o cachorro e outras atividades mais saudáveis.
No início da recuperação, a autora descreve buscar reconhecimento pelo que deixara para trás: a bebida. Ela usava a ficha de AA para receber cumprimentos, mesmo sem obrigação de seguir regras. A ficha simbolizava a vontade de parar de beber.
A narrativa lembra que, no século passado, a ficha seria usada como um “orelhão” para ligar a ajuda de um companheiro. Embora não confirmada, a memória é apresentada como referência histórica para o gesto de apoio.
Com o tempo, o foco mudou. O ganho não passou a ser a homenagem recebida, mas a própria abstinência. O momento de celebrar um ano de sobriedade reuniu familiares, e depois cada marco foi celebrado apenas com quem realmente importava.
A autora afirma não ter usado a comparação com outros para medir o próprio progresso. Em vez disso, reconhece que parar de beber foi um ganho pessoal, não para agradar a ex-namorado, a mãe ou amigos.
O autoconhecimento, resultado de anos de abstinência, permitiu entender a diferença entre lembrar da noite anterior com clareza e evitar feridas não resolvidas. Esse processo levou tempo e disciplina.
Outro eixo da vida em recuperação envolve o uso das redes sociais. Por orientação do terapeuta, reduziu o tempo no Instagram, considerado um ambiente de aparências e comparação excessiva.
Apesar da necessidade profissional de checar posts diariamente, a autora passou a priorizar leitura, atividades com o cachorro e outras tarefas que ajudam a manter o foco no cotidiano.
Diferenças entre terapia, autodescoberta e prática cotidiana se consolidam. Aceitar sugestões alheias e ouvir mais do que falar tornou-se um componente-chave da sobriedade.
A mensagem central é clara: a sobriedade é um ganho pessoal que envolve disciplina, autocontrole e escolhas diárias, sem depender da validação externa. A autora reforça a importância desse caminho para a qualidade de vida.
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