- Sinais físicos como tensão nos ombros, aperto no peito ou nó no estômago não devem ser ignorados; o corpo é expressão direta do que somos.
- A psicóloga Beatriz Breves afirma que o ser é um conjunto vibracional, e o sentir ganha importância na experiência humana.
- O conceito eu biopsicossocial aponta que saúde, comportamento e identidade se formam pela interação entre dimensões biológica, psicológica e social.
- 1) Reação física imediata: o corpo pode sinalizar antes que a mente interprete, com respiração curta ou desconforto.
- 2) Viver exige consciência de si mesmo e evita o acúmulo de cansaço, irritação e sobrecarga ao não ouvir esses sinais.
Ao longo de anos de pesquisa, a psicóloga e psicanalista Beatriz Breves apresenta uma visão integrada do corpo e da mente. Ela sustenta que a estrutura física e a psique não são dimensões separadas, mas expressões de um único ser.
Breves defende que o ser humano é uma manifestação vibracional única, na qual o sentir atua como protagonista da experiência humana. Essa abordagem coloca o corpo como linguagem direta do que somos, não apenas como consequência do raciocínio.
Segundo a pesquisadora, o conceito de Eu biopsicossocial demonstra que saúde, comportamento e identidade são moldados pela interação entre biologia, psicologia e fatores sociais. A ideia é observar o que ocorre no momento sem reduzir a experiência a rótulos.
Motivos para não ignorar sinais físicos
A primeira razão é a reação física imediata. Em alguns casos, respiração curta, desconforto súbito ou tensão localizada indicam o que está ocorrendo antes da compreensão consciente. Ignorar esses sinais pode perder informações valiosas sobre o estado da pessoa.
A segunda motivação envolve a necessidade de consciência de si mesmo. Quando não nos ouvimos, o cotidiano tende a operar no piloto automático. Pequenos sintomas se acumulam e viram cansaço, irritação ou sobrecarga com o tempo.
A terceira razão diz respeito à reconexão com o Eu. O objetivo não é patologizar a sensibilidade, mas desenvolver uma relação mais atenta consigo. A auto-observação facilita respostas mais conscientes e menos reativas, fortalecendo a presença no aqui e agora.
Por Ana Paula Gonçalves
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