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Um momento que me mudou: temi homens, descobri que seria mãe de um menino

Ao saber que seria mãe de um menino, a autora reavalia a masculinidade e o impacto das expectativas sociais no filho

‘When I imagined myself with a boy, I drew a blank’ … Imogen Crimp with her son.
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  • No ultra-som de vinte semanas ficou confirmado, pela posição do bebê, que seria um menino, o que trouxe uma nova perspectiva sobre masculinidade.
  • Cresceu em uma casa com mais mulheres e, na adolescência, desenvolveu desconfiança em relação a homens, alimentada por experiências negativas.
  • Comentários de terceiros sobre ter um filho homem variaram entre insistentes, piadas e tentativas de oferecer conselhos não solicitados.
  • O nascimento do filho levou a refletir sobre o que significa ser menino e como as narrativas sociais moldam esse papel.
  • Hoje, com cinco meses, a mãe teme as mensagens que o filho pode absorver sobre ser homem e busca não reforçar estereótipos, ao menos por ele.

A gravidez mudou minha percepção sobre masculinidade. No ultrassom de 20 semanas, o resultado revelou que meu bebê seria um menino. Fiquei com a informação em preto e branco, sem fotos tradicionais.

Minha casa sempre foi feminina: mãe, duas irmãs e um pai que não se interessa por “coisas de menino”. A poucas pessoas, na infância, encontrei meninos, mas a distância permaneceu ao longo dos anos.

Com a chegada do filho, cheguei a sentir apreensão. A cultura e as experiências com homens, de abusos a expectativas, moldaram uma visão cautelosa sobre o que é ser pai de um garoto. Ainda assim, busquei compreender o significado dessa identidade.

Ao longo da gravidez, ouvi opiniões sobre criançar um menino, algumas desqualificando ou simplificando esse papel. Enquanto o menino crescia, percebi que a personalidade dele já emergia, por meio de movimentos, sons e meu cuidado.

O nascimento ocorreu no meio da noite, em meio a uma vivência intensa de parto. Houve dúvida inicial sobre o sexo, mas exames confirmaram que era um menino. A confirmação transformou o momento em algo tecnológico e comum, sem definições prematuras.

Hoje, com cinco meses, o filho já inspira perguntas sobre educação, saúde mental masculina e modelos de comportamento. O desejo é que ele cresça livre de estereótipos, sem que eu imponha preconceitos sobre o que significa ser homem.

O tema da masculinidade acompanha a vida da mãe, com debates na mídia sobre saúde mental masculina, vínculos afetivos e educação de meninos. A experiência pessoal serve para refletir, sem julgamentos, sobre caminhos possíveis para o futuro.

Se há algo claro, é a busca por uma parentalidade responsável: apoiar o diálogo, promover igualdade e evitar generalizações. O objetivo é oferecer ao garoto um ambiente estável, sem rótulos apressados ou preconceitos.

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