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Filha alcoólatra revela arrependimento por danos à mãe

Filha de alcoólatra relata culpa pela dor causada à mãe e busca por perdão, destacando a força da relação familiar diante da doença

Duas figuras femininas estilizadas se abraçam em um ambiente abstrato com sombras e elementos gráficos, como raízes, mapas e cartas manuscritas ao fundo.
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  • A autora escreve sobre a relação com a mãe durante o Dia das Mães, destacando apoio e cuidado desde a infância, incluindo sessões de terapia a que a mãe a acompanhou.
  • Ela relata episódios de alcoolismo que impactaram a dinâmica familiar e levaram a internações.
  • Em uma viagem a Buenos Aires com a irmã, deixou a bolsa com documentos após consumir álcool; a mãe ficou mal e precisou de ambulância, gerando sentimentos de culpa da autora.
  • A pressão arterial da mãe, sempre normal, subiu significativamente nos momentos mais graves da doença da autora, agravando o peso emocional.
  • Ao fim, a autora expressa gratidão pela relação marcada por perdão e sintonia, cita o poema de Carlos Drummond de Andrade e diz que a mãe continua sendo uma presença essencial e eterna.

Uma mulher que enfrenta o alcoolismo relata como a condição impacta sua relação com a mãe, destacando momentos de sofrimento, culpa e reconciliação. O relato, divulgado em blogs de ocasião, revela a presença constante da doença na dinâmica familiar e a pressão emocional que ela gera em ambas as partes.

Segundo a narrativa, a mãe sempre foi o eixo de apoio: acompanhou a filha até a terapia desde a infância e apoiou o tratamento. Em meio a episódios de surto, a autora destaca que o histórico de internações por dependência química foi acompanhado de cuidado materno, inclusive em momentos marcantes como viagens e situações de crise.

A dependência também é apresentada através de episódios que deixaram marca íntima. Em uma viagem com a irmã, a autora relata ter perdido documentos após consumir bebida alcoólica, o que dificultou o retorno ao Brasil. A mãe chegou a passar mal nesse período, e houve intervenção médica emergencial.

A autora descreve ainda que a pressão arterial da mãe, anteriormente normal, subiu durante os momentos de maior sofrimento. A tensão emocional está ligada não apenas ao alcoolismo, mas também a episódios de bipolaridade que se sucedem na vida familiar, segundo o relato.

Em tom de reflexão, a autora pondera sobre o papel materno: embora não seja mãe, afirma sentir profundo arrependimento pelos danos causados e reconhece a existência de “outras mães” que apoiam, cuidam e perdoam. O texto ressalta que a relação com a mãe é marcada por sintonia, afeto e, ao mesmo tempo, pelo peso de doenças que afetam a convivência.

Ao longo do relato, a autora enfatiza a possibilidade de perdão dentro da relação. O depoimento sugere que esse vínculo permanece forte mesmo diante de falhas e crises, reforçando a ideia de que a mãe representa um alicerce essencial, mesmo diante da doença.

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