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Frio chega, fome aumenta: entenda o que ocorre

Frio eleva o apetite e favorece comidas calóricas; hidratação inadequada no inverno pode confundir sede com fome

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  • O frio aumenta o apetite e a vontade de comer alimentos mais calóricos, pois o corpo gasta mais energia para manter a temperatura interna.
  • Além disso, há um componente emocional: comidas ricas em gordura proporcionam sensação de conforto e bem‑estar.
  • O efeito é maior para quem fica muito tempo exposto a temperaturas baixas; na rotina atual, em ambientes aquecidos, o aumento tende a ser menor.
  • No inverno, a sensação de sede diminui, o que pode levar à confusão entre desidratação e fome; manter a hidratação é essencial.
  • Dicas para controlar o apetite: investir em proteínas, fibras e gorduras saudáveis; incluir sopas e caldos; consumir aveia, frutas e oleaginosas; manter horários regulares e evitar jejum prolongado.

O frio chegou e, junto dele, uma curiosa sensação de fome pode aparecer. O que muda no corpo não é apenas a temperatura, e sim a forma como o organismo gasta energia para manter a temperatura interna. Entender esse funcionamento ajuda a manter o equilíbrio alimentar.

Segundo a nutricionista Taynara Abreu, do Hospital Mantevida, o aumento do apetite é esperado em dias frios. A explicação envolve tanto fatores fisiológicos quanto emocionais: o corpo demanda mais energia para aquecer, o que tende a elevar a fome e a vontade por alimentos calóricos.

A combinação de mecanismos do corpo e estímulos emocionais contribui para esse comportamento. Alimentos mais gordurosos costumam proporcionar sensação de conforto, o que reforça a preferência por eles durante o frio. Essa percepção é comum entre pacientes atendidos pela profissional.

Fatores que influenciam o efeito do frio variam conforme a exposição ambiental. Quem fica sob temperaturas baixas por longos períodos pode exigir mais energia. Em rotinas com ambientes aquecidos e fechados, esse aumento costuma ser limitado e não justifica exageros constantes.

Atenção ao sinal da sede, que pode se confundir com fome no inverno. A desidratação leve é confundida com fome e leva a ingestões desnecessárias de calorias. Manter a hidratação com água, chás sem açúcar e caldos ajuda a evitar esse erro.

Para manter o equilíbrio sem abrir mão do sabor, a nutricionista sugere organizar a alimentação e escolher opções adequadas durante o frio. Priorize proteínas, fibras e gorduras saudáveis, incluindo sopas e caldos com legumes nas refeições.

Dicas práticas incluem: manter refeições regulares com fontes proteicas; recorrer a aveia, frutas, oleaginosas e bebidas quentes sem excesso de açúcar; evitar jejum prolongado; e manter a hidratação ao longo do dia. A organização da rotina alimentar facilita atravessar o inverno com mais equilíbrio.

Com as escolhas certas, é possível aquecer o corpo, satisfazer o paladar e manter a saúde em dia, mesmo nos dias mais frios. A orientação é buscar métodos simples e consistentes que não comprometam a nutrição nem o bem-estar.

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