- Painel no São Paulo Innovation Week discute o novo luxo, com foco em autenticidade, inclusão, sustentabilidade e vida simples.
- O debate ocorreu no painel O Manual Que Ninguém Te Conta Sobre o Mundo que Vem, entre esta quarta e sexta, no Pacaembu e na Faap, com mediação de Samara Checon.
- Há ênfase numa crise interna do consumo, levando a busca por simplicidade, moda circular e mais tempo no interior.
- Edu Santos aponta que marcas exploram esse lifestyle, vendendo itens luxuosos ligados ao campo, como chapéus de cowboy caros.
- Deny Peres destaca que o mercado de bem‑estar movimenta trilhões e pede simplificação, enquanto o Brasil é visto como referência no wellness.
O painel O Manual Que Ninguém Te Conta Sobre o Mundo que Vem repercutiu no São Paulo Innovation Week, realizado pelo Estadão em parceria com a Base Eventos, entre os dias 13 e 15. O tema envolve as mudanças no consumo de alto padrão, com foco em simplicidade, bem-estar, moda e vida no campo.
A discussão destacou a ideia de que o novo luxo se sustenta em autenticidade, inclusão e sustentabilidade, promovendo uma vida mais simples. Os participantes ressaltaram a crise interna dos consumidores, que não desejam repetir velhos padrões de consumo.
Mediado por Samara Checon, o debate contou com Edu Santos, especialista em luxo, e Deny Peres, jornalista da área, que analisaram tendências e comportamentos emergentes no mercado.
Tendência: simplicidade e vida no interior
Os debatedores pontuaram a moda circular, viagens com foco em qualidade de vida e a busca por morar no interior como marcas dessa transformação. Também destacaram o papel da simplicidade na experiência de consumo de luxo.
Segundo Deny Peres, o consumo deixa de ser definido por crises externas e passa a depender de um sentimento associável ao luxo. O público busca menos ostentação e mais significado nas escolhas.
Edu Santos comentou que o Brasil se destaca no bem-estar, com influências na beleza, tratamentos e até na medicina estética, fortalecendo o chamado wellness. O painel apontou que o setor deve simplificar ofertas, não criar metas inalcançáveis.
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