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Dormir oito horas é suficiente? Especialista explica

Qualidade do sono depende de continuidade, profundidade e regularidade; oito horas é média populacional e nem sempre suficiente

Dormir 8 horas é essencial?
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  • Dormir oito horas não é uma regra única: a necessidade varia de pessoa para pessoa, com adolescentes e gestantes costumando precisar de mais sono.
  • A qualidade do sono depende de continuidade, profundidade e regularidade; dormir muitas horas não garante descanso se o sono for fragmentado.
  • Os três pilares da qualidade são poucos despertares, equilíbrio entre estágios do sono e horários consistentes para dormir e acordar.
  • Hábitos que ajudam: exposição à luz natural pela manhã, reduzir luzes artificiais à noite, evitar cafeína após o almoço e álcool perto de dormir, praticar exercícios regularmente, criar ritual relaxante e manter quarto adequado (escuro e silencioso).
  • Cochilos podem ajudar se usados com moderação; sestas superiores a quarenta minutos podem atrapalhar o sono da noite.

Dormir oito horas por noite já foi visto como garantia de disposição, mas especialistas alertam que a duração isolada não define a qualidade do sono. O otorrinolaringologista e médico do sono Dr. Paulo Reis explica que o tempo de sono é apenas um dos fatores, variando conforme a pessoa.

Para entender a qualidade, é preciso considerar continuidade, profundidade e regularidade. Despertares frequentes, sono superficial e horários irregulares prejudicam o descanso, mesmo que a pessoa passe a noite inteira na cama. O sono bom se revela ao acordar com sensação de disposição e foco durante o dia.

O que dizer sobre os números

A recomendação de oito horas é uma média populacional; indivíduos diferentes podem precisar de mais ou menos sono. Adolescentes e gestantes costumam demandar mais tempo de sono, conforme destaca o médico, que coordena o grupo Bonviv Brasil.

Continuar a dormir por longos períodos não garante qualidade. Condições como apneia, ronco e síndrome das pernas inquietas deterioram o sono mesmo com a presença em claro da cama. A avaliação de qualidade envolve observar se há poucos despertares e se o sono inclui estágios adequados.

Como manter sono de qualidade

Entre as estratégias, a exposição à luz natural pela manhã e a redução de luzes artificiais à noite aparecem como fundamentais. Evitar cafeína após o meio-dia e o álcool perto da hora de dormir também é recomendado, assim como a prática regular de exercícios físicos e a criação de um ritual relaxante.

Horários consistentes ao dormir e acordar ajudam a regular o relógio biológico, com variação máxima de uma hora nos finais de semana. O uso de um despertador pode servir como lembrete para ir para a cama.

Cochilos e saúde do sono

Os cochilos diurnos podem ajudar em noites mal dormidas, porém com cautela. Sestas superiores a 40 minutos tendem a atrapalhar o sono noturno, segundo o médico, que reforça a importância de não substituir o sono principal por cochilos.

O sono também está ligado à saúde geral. Descansos adequados ajudam a reduzir riscos de hipertensão, diabetes e questões emocionais. Dormir a quantidade certa, nos horários certos e de forma regular é essencial para o bem-estar físico e mental.

Sobre o especialista

Dr. Paulo Reis atua como otorrinolaringologista, é especialista em Medicina do Sono e coordenador científico do grupo Bonviv Brasil. É membro da ABMS e ABORL-CCF. O profissional reforça que a qualidade do sono depende de padrões consistentes e não apenas da duração.

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