- Sabrina Zanker é a nova CEO da Época Cosméticos, empresa do grupo Magalu, e vê a posição como reconhecimento de tudo que já construiu na carreira.
- Ela tem um histórico de cargos: passou por finanças, comercial, marketing e fusões e aquisições; foi Country Manager da divisão de luxo da L’Oréal aos trinta e seis anos e presidente da BP para a América do Sul.
- Além da atuação profissional, Sabrina é mãe de Sofia, 11 anos, e Téo, 8, e afirma que ambição e maternidade podem coexistir.
- A liderança de Sabrina se apoia em três pilares: priorização, parentalidade compartilhada com o ex-marido e o marido atual, e uma rede de apoio que inclui pedir ajuda.
- Sobre ambição feminina, ela defende que uma mãe feliz e realizada é mais inspiradora do que uma mãe que se doa por completo; recomenda autoconhecimento para definir o papel da maternidade na vida de cada uma.
Sabrina Zanker assumiu a Época Cosméticos, unidade do grupo Magalu, como nova CEO. A nomeação representa reconhecimento ao percurso dela, que já passou por finanças, comercial, marketing e fusões, chegando à liderança aos 36 anos na divisão de luxo da L’Oréal e, depois, na BP para a América do Sul. Além do cargo, ela é mãe de Sofia, 11, e Téo, 8.
A executiva traçou uma trajetória marcada por decisões estratégicas. Ao longo da carreira, houve dúvidas sobre conciliar ambição e maternidade, especialmente ao aceitar uma posição de board com filho pequeno. Ela diz ter aprendido a conviver com escolhas, sem se cobrar demais.
Pilares da gestão e concilição
Para administrar a agenda puxada de uma CEO, Sabrina apoia três pilares: priorização, a ideia de parentalidade compartilhada e uma rede de apoio ampla. Ela sustenta que reconhecer não dar para tudo é parte do amadurecimento profissional.
Separada do pai, casada novamente, ela aponta o papel ativo do ex-marido e do marido atual na rotina das crianças, além de incluir parceria na vida escolar e na organização do dia a dia. A gestão envolve cuidar da carga mental coletiva também.
Maternidade, ambição e identidade
A executiva fala da pressão social que ainda associa mulher a mãe doadora. Para ela, ser uma mãe feliz, com vida própria, é mais eficaz do que se doar integralmente sem bem-estar. A autoconfiança vem do autoconhecimento, segundo ela.
Ao orientar mulheres que voltam da licença-maternidade, Sabrina ressalta a importância de entender que a maternidade precisa caber na vida, sem filtros externos. O objetivo é coexistência entre carreira, família e bem-estar.
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