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Por que a ansiedade se tornou um vício da vida moderna e como romper o ciclo

Especialista britânico afirma que a ansiedade pode virar hábito na vida moderna; prática consciente e técnicas simples ajudam a quebrar o ciclo

Se hábitos emocionais podem ser aprendidos e reforçados ao longo do tempo, também podem ser modificados
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  • O’Kane, psicoterapeuta britânico, afirma em seu livro Viciado em ansiedade: Como quebrar o hábito que a ansiedade pode se tornar um hábito ligado a padrões internos, não apenas a estímulos externos.
  • Fatores como crises econômicas, guerras e vida hiperconectada ajudam a aumentar a ansiedade, mas a forma como lidamos com a incerteza também conta.
  • O autor critica soluções rápidas e destaca técnicas como respiração e atenção plena para recuperar equilíbrio emocional, defendendo mudança gradual e consciente.
  • A ansiedade pode oferecer sensação falsa de controle e, quando vira rotina, se transforma em um “vício” que o corpo busca para se manter em estado de vigilância.
  • Em sua história pessoal, O’Kane relembra a infância em Belfast e mostra que a ansiedade pode ser gerenciada ao reconhecer o mecanismo, absorver responsabilidade e reeducar a relação consigo mesmo.

O’Kane, psicoterapeuta britânico, lança o livro Viciado em ansiedade: Como quebrar o hábito, que analisa como crises coletivas e a vida hyperconectada ajudam a ampliar a ansiedade. O autor afirma que fatores externos influenciam, mas o modo como lidamos com a incerteza também molda o transtorno.

Segundo o especialista, a ansiedade pode se tornar um hábito viciante, ligado a uma falsa sensação de controle. A leitura propõe enxergar o problema como processo internalizável, não apenas como reação a situações externas.

O’Kane ressalta que a responsabilidade não é culpa. A obra defende que hábitos emocionais podem ser aprendidos e, com prática, modificados. Técnicas de respiração e atenção plena são apontadas como pilares para restaurar equilíbrio.

A perspectiva do psicoterapeuta cruza experiência pessoal com teoria. Em Belfast, durante os conflitos na Irlanda do Norte, ele vivenciou o medo que marcaria sua relação com a ansiedade. A infância moldou o tema tratado na obra.

O livro descreve a fisiologia da ansiedade: quando hormônios excitatorios caem, o corpo busca mais estresse para funcionar. Esse ciclo ajuda a entender a fixação do transtorno e a sensação de necessidade de vigilância.

O’Kane critica soluções rápidas oferecidas pela indústria do bem-estar. Para ele, o caminho é contínuo: esforço, autoconsciência e transformação gradual, com foco na quebra do “vício” da ansiedade.

A metodologia proposta envolve reconhecer o papel do corpo e da mente na construção do estado emocional. O objetivo é que o paciente assuma responsabilidade e reconstrua a relação consigo mesmo, ainda que o processo seja desafiador.

A obra utiliza autoexposição para demonstrar como a ansiedade se instala de forma gradual. O autor descreve situações em que corpo e mente respondem a estímulos novos e assustadores, como ao escrever o livro.

Em relato autobiográfico, O’Kane descreve a experiência de estudar em uma biblioteca, momento em que percebeu a distração se transformando em tensão física, dor no peito e pensamentos autocríticos.

A partir dessas experiências, o psicoterapeuta segue estudando técnicas de respiração e atenção plena para manter o equilíbrio emocional, enfatizando que a ansiedade pode ser gerida e transformada.

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