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Ferimentos por jardinagem aumentam na primavera; como retornar com segurança

Lesões na jardinagem aumentam na primavera; retorno sem readaptação provoca dores nas costas, joelhos e tendões, com prevenção por técnica e pausas

Each spring, as temperatures rise and gardens come back to life, many people return to gardening before the body has had any chance to readjust to that level of physical strain.
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  • Na primavera, as lesões por jardinagem aumentam, com pico no verão; quase metade das contusões ocorrem no verão (45%) e Abril responde por quase 18%.
  • Os traumas geralmente aparecem gradualmente, por dobração constante, movimentos repetitivos, levantamento inadequado e esforço sem pausa.
  • A lombar é a parte mais atingida; ombros, pescoço, joelhos, mãos e pulsos também sofrem com uso prolongado de ferramentas.
  • Jardinagem é uma atividade de intensidade moderada e requer preparação, técnica e pausas para evitar sobrecarga.
  • Previna-se com aquecimento rápido, mudanças de posição a cada 20–30 minutos, levantamento pelas pernas, ferramentas leves e atenção a sinais de alerta; dor aguda ou duradoura após 48–72 horas merece avaliação.

O retorno à jardinagem nesta primavera traz mais lesões do que se imagina, especialmente para quem volta a atividades físicas intensas após meses sem prática. O quadro surge quando o corpo ainda não se readaptou ao esforço moderado que a jardinagem exige.

Especialistas observam aumento de casos de dor nas costas, lombar, joelhos e tendões nos meses mais quentes. A prática não é intrinsecamente arriscada, mas falta reconhecer o gasto físico envolvido nesse tipo de atividade.

Dados de pesquisas que analisam traumas ortopédicos mostram variação sazonal, com mais registros no verão. Abril já sinaliza elevação, aproximando-se do pico histórico de casos.

A gravidade normalmente resulta de um acúmulo de esforços ao longo de semanas, não de um único erro. Dobramentos repetidos, levantamento inadequado e movimentos contínuos são fatores comuns.

Disfunções na região lombar aparecem com frequência, seguidas por dores no ombro e no pescoço por uso prolongado de ferramentas. Joelhos sofrem com atividades de plantio e capina, enquanto mãos e punhos sentem o impacto de pegar objetos e ferramentas.

A maior falha é ignorar sinais iniciais. Dor leve costuma ganhar intensidade se o trabalho não for interrompido. O acúmulo de esforço pode evoluir para lesões mais persistentes.

Como jardinar com segurança

Preparação rápida antes do trabalho reduz o risco de esforço. Alongamentos simples e aquecimento minimizam tensões musculares.

Técnica importa: manter a carga junto ao corpo, erguer com as pernas e evitar torções. Ferramentas com cabos mais longos ajudam a manter postura ereta.

Alterne tarefas e faça pausas a cada 20–30 minutos para evitar fadiga. Troque de posição e movimente-se para reduzir o esforço repetitivo.

Escolha ferramentas leves com cabos acolchoados. Em vez de levantar repetidamente uma regadeira, use uma mangueira para reduzir o peso carregado.

Fique atento a sinais de alerta: dor aguda, formigamento ou fraqueza que persistam por mais de 48–72 horas não devem ser negligenciados.

Com planejamento, técnica adequada e atenção aos sinais precoces, é possível voltar à jardinagem sem comprometer a saúde física. A prática correta facilita progresso sem dor.

Dr. Kestutis Braziulis, médico com atuação em trauma ortopédico e cirurgia de mão, destaca a importância de tratar a jardinagem como atividade física e buscar orientação quando surgem dúvidas.

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