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Afastamento familiar é mais comum do que parece, impactos no bem-estar variam

Distância familiar é mais comum do que se imagina e os impactos no bem‑estar variam conforme a motivação, com caminhos que vão da ruptura à reconciliação

‘In the moment, estrangement can feel like a clean relief, but it may not stay that way, even when it is necessary.’ Illustration: Mary Long/Getty Images
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  • Afastamento de familiares é mais comum do que se imagina, com efeitos no bem‑estar variados e nem sempre diretos.
  • Casos apresentados mostram diferentes trajetórias: Dillip corta contato após conflitos, Marina cogita parar de falar com o pai e Todd encerra totalmente o relacionamento com a filha.
  • O afastamento não é algo binário; existe um continuum de redução de contato que vai de silêncios até a ruptura permanente.
  • Motivos mais citados são abuso, negligência, uso de substâncias, grandes diferenças de valores e divórcio, este último sendo fator de risco para afastamentos futuros entre pais e filhos.
  • Os efeitos no bem‑estar dependem da razão do afastamento: afastar-se de um progenitor abusivo tende a melhorar o bem‑estar, enquanto diferenças de valores geram resultados mais incertos; reconciliação pode ocorrer, desde que haja apoio emocional.

Dillip não conversa com o irmão após uma reunião de família tensa, quando pais viajaram da Índia. O desentendimento envolveu pedido de dinheiro feito pelo irmão em momento alcoolizado, seguido de uma troca de ofensas. Dillip preferiu não procurar mediação, mas a esposa dele e a esposa do irmão insistiram.

Marina tem pensado em parar de falar com o pai após anos de comunicação precária e longos períodos sem contato. Ela afirma estar esgotada com as visitas esporádicas apenas quando ele precisa de algo.

Todd decidiu cortar todo contato com a filha mais nova, após tentativas frustradas de ajudá-la a enfrentar o vício. A decisão veio após anos de pedidos de dinheiro, furtos, chamadas da polícia e tentativas de internação que não deram certo. Todd afirma precisar proteger a própria saúde.

O que acontece quando a ligação familiar se rompe não é binário. O vínculo pode reduzir o contato aos poucos, manter silêncios constrangedores ou evoluir para ruptura definitiva. As trajetórias variam entre raiva, ambivalência, luto e, às vezes, esperança de reconciliação.

Caminhos da estranheza

Especialista descreve dois caminhos: “morte súbita” (Dillip) e “desvanecimento” (Todd e Marina). Há precursores comuns, como padrões de abuso, negligência, uso de substâncias e diferenças de valores. O divórcio é apontado como fator de risco para rupturas entre pais e filhos.

O impacto no bem-estar

A decisão de se afastar pode trazer alívio imediato, mas efeitos de longo prazo dependem do motivo. O afastamento de um(a) remetente abusivo(a) tende a melhorar o bem-estar, enquanto diferenças de valores trazem resultados mais incertos. A mudança de percepção de si também pode ocorrer.

Possíveis caminhos de reconciliação

A reconciliação pode ocorrer e ser desejada em alguns casos, exigindo apoio para lidar com a dor e o luto. Pesquisas apontam que oferecer acolhimento, validação e segurança pode ajudar a reduzir vergonha e sofrimento. Todd encara a relação como ruptura irreversível, sem possibilidade formal de término, e busca lidar com o que psychologists chamam de perda ambígua.

Dillip permanece aberto à reparação, contando com o suporte da esposa e de familiares para facilitar o diálogo. Marina mantém o afastamento, ainda ciente de mudanças futuras. Em todos os casos, a família é percebida como espaço que pode falhar, exigindo escolhas difíceis.

Gaynor Parkin, psicóloga clínica, e Dave Winsborough, psicólogo especialista em personalidade, contribuíram com a visão sobre as trajetórias apresentadas, preservando a privacidade dos relatos.

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