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Dormir de conchinha pode proteger a relação, aponta estudo

Dormir de conchinha reduz o cortisol, aumenta ocitocina e fortalece a conexão do casal com poucos minutos de toque

Casal na cama de ladinho
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  • Dormir de conchinha é um hábito simples que ajuda a reduzir o estresse e reaproximar casais, segundo a matéria.
  • O toque pele a pele diminui o cortisol e libera ocitocina, promovendo sensação de pertencimento, cumplicidade e calma.
  • O gesto funciona como âncora: mantém o casal presente e combate a distância emocional mesmo quando estão no mesmo ambiente.
  • A intimidade vai além do sexo, começando com gestos simples, carinho e silêncio compartilhado.
  • O ideal é apenas alguns minutos de encaixe confortável; depois, cada um pode rolar para o próprio lado para dormir, sem necessidade de manter a posição o tempo todo.

Diante de rotinas exaustivas, muitos casais buscam soluções para reacender a parceria, sem valorizar rituais simples do dia a dia. Dormir de conchinha é uma prática comum que pode gerar impactos emocionais e fisiológicos relevantes para a relação. A terapeuta sexual Bárbara Bastos explica que o toque pele a pele cria uma zona de segurança contra o estresse.

Esse contato constante reduz o cortisol, o hormônio do estresse, e aumenta a ocitocina, associada ao vínculo e à calma. A prática funciona como âncora, trazendo o casal para o momento presente e fortalecendo a comunicação do desejo e a validação do outro.

Não é preciso manter a mesma posição por toda a noite; apenas alguns minutos de encaixe confortável já favorecem a conexão. A intimidade se desenvolve antes do ato sexual, por meio de gestos, carinhos e silêncio compartilhado, segundo a especialista.

Entenda

  • Regulação hormonal: o toque contínuo diminui o cortisol e eleva a ocitocina, gerando sensação de pertencimento e cumplicidade.
  • Presença contra o cansaço: o contato atua como âncora, ajudando casais a manterem a presença, mesmo em ambientes compartilhados.
  • Intimidade além do sexo: o vínculo brota em gestos simples e no silêncio compartilhado, não apenas na prática sexual.
  • A intenção importa: o principal é a demonstração de cuidado, não a posição perfeita ou a duração.

Casal na cama de ladinho. Foto: Ketut Subiyanto via Pexels

O bem-estar promovido pela prática é respaldado por a ciência do afeto. A ocitocina atua na conexão entre parceiros, enquanto a queda de cortisol contribui para reduzir o estado de alerta. A terapeuta reforça que o essencial é a intenção de manter a conexão viva.

A especialista orienta que os parceiros conversem para chegar a um arranjo confortável para ambos. Após alguns minutos iniciais, pode-se apenas rolar para o lado e seguir dormindo. O hábito é simples, sem custo, e favorece a quebra de barreiras na relação.

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