- Lisa Jackson perdeu o marido Graham em 2021, aos 58 anos, após tratamento contra mesotelioma e faleceu em casa com ela ao lado.
- Em 2017, Graham foi diagnosticado com câncer de pulmão relacionado ao amianto; após cirurgia, quimioterapia, radioterapia e imunoterapia, o câncer se disseminou ao cérebro e ele morreu quase quatro anos depois.
- Logo após a morte, Lisa vendeu a casa, mudou de Croydon para Worthing e, posteriormente, morou na África do Sul para cuidar do pai, que tinha demência e câncer de próstata; sua irmã Loren desapareceu em Portugal e foi encontrada morta no Atlântico pouco depois.
- Ela desenvolveu o “compasso de excitação” para guiar decisões, prática associada ao crescimento pós-traumático, que a ajudou a buscar autenticidade, novas amizades e atividades.
- O retorno às paixões de Graham—camping, backpacking e corrida—culminou em correr o Maratona de Brighton em 2025, carregando as cinzas de Graham, e em estabelecer metas futuras de longo prazo, incluindo cem meias maratonas nos próximos anos.
Lisa Jackson reergueu a própria vida após perder o marido, a irmã e o pai em sequência, buscando reencontrar a alegria de viver. A história começa com Graham, seu marido, diagnosticado com mesotelioma por exposição ao amianto em 2017 e morte em 2021.
Durante o processo de luto, Lisa criou o projeto Positivity, um caderno que reuniu mensagens de apoio, sinais de saúde de Graham e passos práticos para manter a imunidade do companheiro. O método ajudou a manter o foco em esperanças reais.
A trajetória de perdas continuou após a morte de Graham. Em 2021, Lisa vendeu a casa, mudou-se para Worthing e, depois, morou na África do Sul para cuidar do pai, Anthony, que tinha dementia e câncer de próstata. Em Portugal, a irmã Loren desapareceu; o corpo foi encontrado no Atlântico dias depois.
O caminho de reconstrução
A ajuda de uma amiga levou Lisa a entender que estava escrevendo um “novo livro” em vez de apenas abrir um novo capítulo. O conceito de crescer com a dor a inspirou a buscar novas atividades sem abandonar antigos gostos.
Ela experimentou várias ferramentas de bem-estar sem sucesso imediato, até que o uso do “compasso de excitação” mudou o rumo. O recurso guiou escolhas, priorizando o que trazia sensação de confirmação física, emoção positiva e autenticidade.
O processo incluiu mudanças cotidianas, como lidar com finanças pessoais e evitar assessores com taxas elevadas. Ao retornar aos hábitos que amavam com Graham — acampamentos, mochilismo e corrida — Lisa encontrou novas formas de realização.
Em 2025, Lisa correu a Maratona de Brighton em homenagem a Graham, levando as cinzas dele em um saquinho. Ela já planeja novas provas e metas ambiciosas, como completar 100 meio-maratonas nos próximos 10 anos.
Apesar das perdas, o eixo central da vida de Lisa continua sendo a psique de resiliência. O luto permanece, mas expandem-se novos sonhos, amizades e atividades que alimentam a motivação diária.
Lisa Jackson é autora de Your Pace or Mine? e Still Running After All These Tears: A Runner’s Journey Through Grief. A obra recente reforça a ideia de encontrar propósito mesmo após uma série de perdas profundas.
Entre na conversa da comunidade