- Estudo da Universidade Cornell e da Northeastern acompanhou quatro mil e trezentos funcionários para investigar o que chamam de “ supersimplificação motivacional”.
- Pesquisas mostram que gestores tendem a atribuir tarefas extras aos colaboradores que percebem como mais motivados, mesmo sem relação direta com desempenho ou experiência.
- Em uma pesquisa de campo com oitocentos e trinta e quatro gerentes intermediários, cinquenta e cinco por cento escolheram o funcionário mais motivado para receber tarefas adicionais.
- Em experimento de laboratório, com três pessoas por grupo (um gerente e dois funcionários disputando bônus), quarenta e oito por cento (ou 74% conforme apurado no estudo) dos participantes indicaram favorecer o funcionário mais motivado para tarefas com premiação, revelando o viés.
- O resultado aponta risco de esgotamento: quanto mais alguém gosta do trabalho, maior a chance de acabar fazendo serviço extra sem compensação adequada.
O estudo, realizado pela Universidade Cornell e pela Universidade Northeastern, envolveu 4.300 funcionários de diferentes setores e analisa o que os pesquisadores chamam de “supersimplificação motivacional”. A ideia é que quem gosta do próprio trabalho tolera tarefas extras sem compensação adicional.
Em uma pesquisa com 834 gerentes intermediários, 55% indicaram o funcionário considerado mais motivado para receber tarefas adicionais. Mesmo com dados sobre idade, experiência e desempenho, a percepção de motivação teve peso dominante na decisão.
Também houve um experimento de laboratório com três pessoas por grupo, em que uma atua como gerente e as demais como funcionários disputando um bônus. Nessa configuração, 74% dos participantes escolheram o funcionário visto como mais motivado para receber o bônus.
Entre na conversa da comunidade