- Brasil está entre os países com maior prevalência de transtornos de ansiedade, segundo a Organização Mundial da Saúde, e estudo Covitel aponta cerca de 56 milhões de brasileiros com sintomas relacionados à ansiedade.
- A psicóloga Marilene Kehdi afirma que a inteligência emocional pode reduzir os impactos da ansiedade ao ampliar a consciência sobre as próprias emoções.
- Inteligência emocional envolve autoconhecimento, autocontrole, motivação, empatia e habilidades sociais, segundo o conceito popularizado por Daniel Goleman.
- A ansiedade eleva a ativação emocional e pode gerar pensamentos negativos, impulsividade ou bloqueio, prejudicando a forma como a pessoa pensa e reage.
- Estratégias práticas incluem identificar emoções, controlar a respiração, evitar respostas impulsivas, questionar pensamentos automáticos, aprender com experiências e buscar acompanhamento psicológico; procure ajuda se isso atrapalhar rotina, trabalho, estudos ou relacionamentos.
Em meio à sobrecarga emocional, pressão constante e estímulos intensos, aprender a lidar com as próprias emoções se tornou essencial. A inteligência emocional aparece como ferramenta relevante no manejo da ansiedade, que afeta milhões no Brasil.
Dados da Organização Mundial da Saúde apontam o país entre os com maior movimento de transtornos ansiosos no mundo. Estudo Covitel indica que cerca de 56 milhões de brasileiros relatam sintomas de ansiedade.
O papel da inteligência emocional na ansiedade
Marilene Kehdi, psicóloga clínica, afirma que desenvolver a inteligência emocional reduz impactos da ansiedade ao ampliar a percepção das próprias emoções e das reações.
Segundo o conceito de Daniel Goleman, os cinco pilares são autoconhecimento, autocontrole, motivação, empatia e habilidades sociais. A autora descreve como essa base facilita respostas mais conscientes.
Como funciona a relação entre ansiedade e reatividade
Kehdi explica que a ansiedade eleva a ativação emocional, gerando medo e preocupação. Em episódios agudos, pensamentos negativos se intensificam e antecipação de problemas aumenta, levando a respostas automáticas.
Esse padrão reduz o tempo entre sentir e agir, o que pode se traduzir em impulsividade, bloqueio ou insegurança diante de situações percebidas como ameaçadoras.
Como a inteligência emocional atua na prática
Desenvolver a inteligência emocional cria um intervalo entre emoção e reação. Esse espaço permite avaliar a situação com mais calma e escolher a melhor resposta, não apenas reagir automaticamente.
Essa abordagem tende a diminuir a intensidade das respostas emocionais e a melhorar a clareza mental em momentos de estresse.
Estratégias práticas para desenvolver a habilidade
- Identificar e nomear as emoções;
- Controlar a respiração em momentos de tensão;
- Evitar respostas impulsivas e refletir antes de agir;
- Questionar pensamentos negativos automáticos;
- Aprender com experiências passadas;
- Buscar acompanhamento psicológico quando necessário.
Quando buscar ajuda profissional
Kehdi orienta procurar apoio quando as dificuldades com as emoções passam a atrapalhar rotina, trabalho, estudos ou relacionamentos. Cuidar do emocional é essencial para bem-estar e qualidade de vida.
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