Em Alta Copa do Mundo NotíciasPessoasAcontecimentos internacionaisConflitosPolítica

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Anny Meisler: equilíbrio entre educação rígida e medo de magoar

Entre a educação dura e o medo de magoar, existe o meio: firmeza com presença que sustenta sem humilhar

"Frustrar um filho, às vezes, também é cuidar dele" — Foto: Magnific
0:00
Carregando...
0:00
  • A colunista Anny Meisler defende que frustrar um filho, às vezes, pode ser cuidado, destacando a importância da firmeza aliada à presença.
  • Questiona a lógica de substituir autoridade por medo de magoar, associando isso a um afastamento de limites e à culpa ao dizer não.
  • Comenta o impacto do “capitalismo da atenção” na dificuldade de manter limites e foco no filho no dia a dia.
  • Aponta que crianças aprendem mais pelo que observam do que pelo que ouvem, especialmente nas atitudes de adultos no trânsito, no trabalho e no convívio familiar.
  • Propõe um meio-termo entre a educação dura do passado e o medo atual de magoar, enfatizando firmeza com acolhimento e convidando os leitores a refletirem sobre o modo de criação.

A coluna de Anny Meisler, publicada pela revista Crescer, aborda o desafio de criar filhos sem recorrer à educação autoritária nem ao medo de magoar. A autora reflete sobre o equilíbrio entre firmeza e afeto, diante de mudanças culturais, tecnológicas e de atenção.

Ela lembra que muitas famílias buscaram romper ciclos de excesso, gritos e humilhação. No entanto, aponta que, ao rejeitar autoritarismo, também se perdeu a noção de autoridade e a capacidade de impor limites com calma.

Meisler destaca a pressão do cotidiano moderno, chamada de capitalismo da atenção, que distancia pais e filhos. Segundo a autora, manter presença e limites exige esforço consciente em meio às distrações da era digital.

A autora compartilha experiências pessoais, lembrando que houve momentos em que dizer não era necessário apenas para evitar danos, mas para ensinar responsabilidade. Ela enfatiza que a educação não depende de punição, mas de presença consistente.

Segundo a reflexão, crianças aprendem mais pelo que observam do que pelo que ouvem. O comportamento dos adultos em situações do dia a dia molda formas de lidar com frustração, trânsito, trabalho e convivência.

A ideia central é buscar um ponto de equilíbrio entre a educação rígida de outrora e o receio de ferir a sensibilidade da criança. O alvo é uma firmeza que sustenta, sem humilhação, o direito de dizer não quando necessário.

Meisler conclui que a herança parental está no cotidiano, no modo como adultos resolvem problemas e tratam os outros. O desafio é encontrar, no meio, uma firmeza acolhedora que ajude a criança a crescer com limites.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais