- A colunista Anny Meisler defende que frustrar um filho, às vezes, pode ser cuidado, destacando a importância da firmeza aliada à presença.
- Questiona a lógica de substituir autoridade por medo de magoar, associando isso a um afastamento de limites e à culpa ao dizer não.
- Comenta o impacto do “capitalismo da atenção” na dificuldade de manter limites e foco no filho no dia a dia.
- Aponta que crianças aprendem mais pelo que observam do que pelo que ouvem, especialmente nas atitudes de adultos no trânsito, no trabalho e no convívio familiar.
- Propõe um meio-termo entre a educação dura do passado e o medo atual de magoar, enfatizando firmeza com acolhimento e convidando os leitores a refletirem sobre o modo de criação.
A coluna de Anny Meisler, publicada pela revista Crescer, aborda o desafio de criar filhos sem recorrer à educação autoritária nem ao medo de magoar. A autora reflete sobre o equilíbrio entre firmeza e afeto, diante de mudanças culturais, tecnológicas e de atenção.
Ela lembra que muitas famílias buscaram romper ciclos de excesso, gritos e humilhação. No entanto, aponta que, ao rejeitar autoritarismo, também se perdeu a noção de autoridade e a capacidade de impor limites com calma.
Meisler destaca a pressão do cotidiano moderno, chamada de capitalismo da atenção, que distancia pais e filhos. Segundo a autora, manter presença e limites exige esforço consciente em meio às distrações da era digital.
A autora compartilha experiências pessoais, lembrando que houve momentos em que dizer não era necessário apenas para evitar danos, mas para ensinar responsabilidade. Ela enfatiza que a educação não depende de punição, mas de presença consistente.
Segundo a reflexão, crianças aprendem mais pelo que observam do que pelo que ouvem. O comportamento dos adultos em situações do dia a dia molda formas de lidar com frustração, trânsito, trabalho e convivência.
A ideia central é buscar um ponto de equilíbrio entre a educação rígida de outrora e o receio de ferir a sensibilidade da criança. O alvo é uma firmeza que sustenta, sem humilhação, o direito de dizer não quando necessário.
Meisler conclui que a herança parental está no cotidiano, no modo como adultos resolvem problemas e tratam os outros. O desafio é encontrar, no meio, uma firmeza acolhedora que ajude a criança a crescer com limites.
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