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Nutri aponta 7 alimentos que podem desencadear crises de enxaqueca

Alimentos comuns podem desencadear enxaqueca, mas a sensibilidade varia de pessoa para pessoa; a orientação é identificar gatilhos específicos

Mulher deitada em sofá com dor de cabeça - Metrópoles
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  • Bebidas alcoólicas (principalmente vinho tinto), embutidos, alimentos ultraprocessados, queijos maturados, chocolate, adoçantes artificiais e produtos ricos em cafeína podem desencadear crises de enxaqueca.
  • A sensibilidade aos gatilhos é individual; substâncias como tiramina, histamina, nitratos, nitritos e glutamato monossódico são estudadas, mas a relação de causa e efeito não é universal.
  • Pular refeições ou ficar longos períodos em jejum pode agravar o quadro, com oscilações de glicemia favorecendo os sintomas.
  • A orientação prática é acompanhamento individualizado para identificar gatilhos específicos, evitando restrições alimentares desnecessárias.
  • Também ajudam a prevenção hábitos diários: horários regulares de refeição, boa hidratação, sono adequado e observação de padrões entre alimentação e sintomas.

Matheus Maestralle, nutricionista, afirma que a alimentação é um dos fatores associados às crises de enxaqueca, porém a relação é individual. Ele explicou em entrevista à coluna Claudia Meireles que gatilhos alimentares atuam por diferentes mecanismos no organismo.

Entre os itens com maior associação, o especialista destaca bebidas alcoólicas, especialmente o vinho tinto, embutidos, alimentos ultraprocessados, queijos maturados, chocolate, adoçantes artificiais e produtos com cafeína. A presença dessas substâncias não significa que todos os pacientes terão crise, mas que há maior probabilidade de desencadear sintomas em indivíduos suscetíveis.

Gatilhos alimentares

Maestralle esclarece que substâncias como tiramina, histamina, nitratos, nitritos e glutamato monoc essódico são as mais estudadas por potencial de desencadear dor. No entanto, a sensibilidade é muito individual e nem sempre há relação direta de causa e efeito. A pesquisa aponta variabilidade entre pacientes.

Pular refeições ou ficar longos períodos sem comer também pode intensificar as crises, já que oscilações de glicose e estresse fisiológico favorecem o quadro. A orientação prática é a avaliação individualizada para identificar gatilhos específicos, evitando restrições amplas na dieta.

Hábitos diários

Além da alimentação, fatores do cotidiano influenciam as crises. Manter horários regulares para as refeições, assegurar hidratação adequada, ter sono de qualidade e observar padrões entre alimentação e sintomas são recomendações comuns do especialista.

Maestralle reforça que a estratégia mais eficaz envolve acompanhamento individual, com identificação dos gatilhos de cada paciente, sem exigir restrições generalizadas. Esses elementos ajudam a prevenir crises de enxaqueca durante o dia a dia.

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