- Introdução alimentar: milho verde cozido pode ser oferecido com os grãos retirados da espiga ou na espiga, com supervisão; pamonha sem açúcar; curau e canjica com versões sem açúcar e sem leite de vaca, com consistência adequada para a idade.
- Amendoim: pode ser introduzido ainda no primeiro ano, para ajudar na prevenção de alergias; nunca oferecer inteiro; opções seguras: pasta de amendoim 100% amendoim em camada fina, amendoim triturado ou farinha de amendoim; consultar o pediatra se houver histórico de alergias graves.
- Pipoca: risco de engasgo, recomendação de evitar antes dos quatro anos; para bebês, a pipoquinha de sagu é alternativa segura; mesmo após os quatro anos, a criança deve estar sentada e sob supervisão.
- Doces: até dois anos, sem açúcar; após essa idade, doces podem aparecer ocasionalmente; evitar pedaços grandes de pé de moleque e paçoca; bebidas adoçadas típicas de quermesse também devem ser consideradas.
- Crianças acima de dois anos: há mais flexibilidade, mas o foco não precisa ser a comida; incentive brincar, dançar e conhecer tradições; apresente os alimentos de forma lúdica para estimular curiosidade e uma relação positiva com a alimentação.
A nutricionista infantil Leticia Lara avaliou como as comidas juninas podem entrar no cardápio de crianças, sem abrir mão da segurança. Ela ressalta que alimentação saudável envolve hábitos ao longo do tempo e não se resume a uma refeição isolada.
Para bebês em introdução alimentar, de 6 meses a 1 ano, algumas comidas típicas podem entrar na alimentação desde que adaptadas. Milho verde cozido pode ser oferecido sem risco, removendo os grãos da espiga ou cortando ao meio para reduzir engasgos.
Pamonha caseira sem açúcar e curau ou canjica com versões sem açúcar e sem leite de vaca também são opções, sempre com consistência adequada para a idade. A regra é evitar açúcar e ajustar a textura.
Amendoim: pode, mas nunca inteiro
O amendoim pode ser introduzido ainda no primeiro ano, ajudando na prevenção de alergias, desde que não seja oferecido inteiro. Formas seguras incluem pasta de amendoim em camada fina, amendoim triturado ou farinha de amendoim.
Para quem tem histórico de alergias graves, é recomendável consultar o pediatra antes de introduzir o alimento. Evite, ainda, amendoim inteiro pela chance de engasgar.
Pipoca: restrição até os 4 anos
A pipoca oferece alto risco de engasgo em crianças pequenas. As sociedades pediátricas brasileiras recomendam evitar antes dos 4 anos. Uma alternativa segura para bebês é a pipoquinha de sagu, sempre com supervisão.
Mesmo após os 4 anos, a criança deve comer sentado, com atenção e orientação adequada para evitar incidentes.
Doces: equilíbrio é essencial
Até os 2 anos, evita-se açúcar. Depois dessa idade, doces podem aparecer ocasionalmente, com moderação. Um brigadeiro pequeno ou metade de cocada podem ser aceitáveis, desde que a frequência seja baixa.
Pé de moleque e paçoca em pedaços grandes também apresentam risco de engasgo para os menores. Bebidas como refrigerantes e sucos industrializados podem ter alto teor de açúcar.
Para crianças acima de 2 anos
Com mais de 2 anos, há mais flexibilidade. A orientação é não transformar a festa em um único foco alimentar, mas falar sobre brincadeiras, danças e tradições.
Apresente os alimentos de forma lúdica, como perguntar a cor do milho ou se é salgado. Estimular curiosidade favorece uma relação positiva com a comida.
Um dia fora da rotina para experimentar comidas culturais não prejudica a saúde nem altera exames. A recomendação é manter o equilíbrio e a supervisão durante as brincadeiras e a alimentação.
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