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Parceiro teme como a sogra tratará seus futuros filhos

Mulher de trinta anos avalia futuro com o parceiro diante do comportamento abusivo da sogra; especialista recomenda estabelecer limites e considerar não ter filhos

Illustration: Guardian Design
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  • Mulher de 30 anos está há quase quatro anos com o parceiro; são felizes e pretendem o futuro juntos.
  • O principal problema é o tratamento da mãe dele, que é cruel com ele, criticando aspectos simples e desvalorizando.
  • O comportamento da sogra afeta o casal, deixando-os exaustos e levando o parceiro a ficar deprimido por pelo menos uma semana; ele defende a sogra, atribuindo o comportamento ao luto.
  • A futura mãe teme como a sogra trataria seus filhos e teme impactos negativos sobre eles; ansiedade em relação a ter ou não filhos com o parceiro.
  • A psicoterapeuta sugere reconhecer que o comportamento é abusivo, estabelecer limites externos com a sogra e considerar terapia para o parceiro; pode ser necessário avaliar se o relacionamento é adequado para ter filhos.

O enredo envolve uma mulher de 30 anos, que está há quase quatro anos com o parceiro. Eles são felizes e planejam o futuro juntos. O principal problema na relação é o tratamento que a mãe dele reserva ao filho e como esse comportamento afeta o casal.

Segundo a mulher, a sogra critica o parceiro por coisas simples, como interromper conversas ou comentar a aparência. Ela reage como se o filho estivesse exagerando quando se defende. A pessoa relata que a sogra tenta envolver a nora no comportamento, mas ela se mantém firme.

Esse desgaste leva o casal à exaustão e o parceiro volta a entrar em depressão por períodos. Embora ele atribua o comportamento à dor pela perda do marido, a mulher cita o próprio histórico de vício do parceiro, que ele superou há quase uma década, como parte da conexão entre o passado dele e a relação difícil com a sogra.

Riscos e impactos

A mulher teme como a sogra poderia tratar futuros filhos e o efeito negativo dessa influência. Surge ainda o receio de que possa ter uma criança com traços da sogra, o que aumentaria a ansiedade de lidar com a situação. A psicoterapeuta consultada aponta que a depressão associada ao contato com a sogra reflete uma relação que gera sentimento de desvalia.

A especialista afirma que a sogra não deve influenciar na decisão de ter filhos. Em vez disso, recomenda definir limites claros com a mãe e, possivelmente, manter contato reduzido. Outra orientação é que o parceiro reconheça que o comportamento da mãe não é aceitável e desenvolva fronteiras internas e externas para separar identidades.

Caminhos sugeridos

A terapeuta destaca a importância de o parceiro entender que o problema não é o casal, mas a relação com a sogra. O próximo passo envolve estabelecer limites mais firmes e, se necessário, buscar terapia para fortalecer o senso de limites. Com esse avanço, o casal pode decidir se quer ter filhos ou não.

Entre os pontos positivos, a pessoa aponta a separação entre o histórico de dependência do parceiro e o comportamento atual da sogra. Mesmo assim, é essencial que ele aplique essa mudança de postura em relação a si mesmo para não permitir que a mãe envolva a relação.

Caso haja interesse, a coluna questiona a continuidade do acompanhamento terapêutico para que o parceiro consolide fronteiras e, assim, o casal possa tomar uma decisão informada sobre o futuro.

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