- A Copa do Mundo começa nesta quinta-feira, 11 de junho, para a seleção brasileira, com Brasil x Marrocos programado para o sábado, 13 de junho, quando o árbitro apitará o início da partida.
- Duas psicólogas explicam que o torcedor fica tão emocionado porque a competição traduz uma narrativa emocional compartilhada por milhões de brasileiros.
- A identidade coletiva se fortalece durante o mundial, aumentando a sensação de pertencer a um grupo e de que o sucesso ou fracasso do time também é nosso.
- A memória afetiva influencia as emoções: a Copa remete a momentos da infância, à família reunida e a rituais como churrasco, casa cheia e camisas da seleção.
- A mobilização vai além do futebol: envolve pertencimento, memória e relações sociais, com diferenças humanas temporariamente diluídas pela expectativa comum.
A Copa do Mundo de 2026 tem início nesta quinta-feira, 11 de junho, nos Estados Unidos, Canadá e México. A seleção brasileira encara o Marrocos no sábado, 13 de junho, em partida que promete mobilizar torcedores em todo o país. Em meio à expectativa, duas psicólogas explicam por que o nervosismo toma conta dos brasileiros.
Segundo Candice Galvão, a competição representa um momento em que milhões vivem uma narrativa emocional comum. Bárbara de Lara acrescenta que o futebol no Brasil é parte da identidade cultural, fortalecendo o senso de grupo a cada ciclo do torneio.
Essa mobilização vai além do jogo em si. As especialistas apontam que memória afetiva, pertencimento e identidade moldam a resposta emocional durante a Copa. Momentos com a família, encontros com amigos e tradições ligadas ao mundial ajudam a explicar a intensidade das emoções.
Motivos psicológicos
As psicólogas destacam que a Copa funciona como um gatilho para emoções fortes, fortalecendo a sensação de pertencimento coletivo. A expectativa de sucesso ou insucesso do grupo afeta o humor e a disposição dos torcedores.
Além disso, a memória afetiva relacionada a jogos do passado e à proximidade de gerações reforça a intensidade emocional. O torneio desperta lembranças de festas, rituais e encontros familiares que permanecem marcados na cultura brasileira.
Candice ainda ressalta que, em muitos momentos, diferenças sociais, políticas e regionais perdem espaço durante o mundial. A participação conjunta gera uma experiência emocional poderosa, ao conectar pessoas, histórias e lembranças comuns.
Conexões de identidade
A psicóloga Bárbara de Lara aponta que a Copa do Mundo atua como um elo entre gerações, aproximando familiares e amigos em torno da seleção brasileira. A maior emoção, segundo as especialistas, pode estar menos no resultado do jogo e mais na sensação de pertencimento a um grupo maior.
As pesquisadoras ressaltam que, apesar de a competição ter foco esportivo, o significado cultural e social é tão relevante quanto o desempenho em campo. A energia coletiva transforma a experiência de assistir aos jogos em um evento comum de convivência.
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