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Barriga que não volta após gravidez pode ser diástase

Diástase abdominal pós-parto pode exigir fisioterapia; se o afastamento persistir após um ano, cirurgia é indicada para corrigir o problema e hérnias associadas

Veja quais são os principais fatores para ocorrer a diástase — Foto: Magnific
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  • A diástase é o afastamento da musculatura central do abdômen que pode persistir meses após o parto, causando abaulamento na região.
  • Fatores que aumentam o risco: maior bebê, ganho de peso durante a gestação e múltiplas gestações; hérnia umbilical pré-existente também eleva a chance de diástase mais significativa.
  • Nos primeiros meses após o parto, exercícios orientados, fisioterapia respiratória e cintas abdominais ajudam no retorno da musculatura; evitar treinos inadequados é fundamental.
  • Tecnologias que utilizam campos eletromagnéticos podem fortalecer a parede abdominal e, em alguns casos, evitar cirurgia quando não há flacidez acentuada.
  • A cirurgia é indicada geralmente a partir de um ano após o parto se a musculatura não retornar ao lugar ou houver hérnia associada; antes disso, priorizam-se medidas não cirúrgicas e acompanhamento profissional.

Mães costumam perceber que a barriga não volta ao formato anterior mesmo meses após o parto. A diástase abdominal é quando os músculos do abdomen se afastam durante a gestação e não retornam totalmente após o parto, causando abaulamento constante.

O afastamento ocorre porque o músculo reto abdominal precisa abrir espaço para o bebê. Quanto maior o peso gestacional e o bebê, maior o afastamento. Em alguns casos, esse problema persiste por meses ou até um ano após o parto.

Quem tem maior risco inclui mulheres com hérnia umbilical prévia, ganho de peso elevado na gravidez e múltiplas gestações. Não é regra, mas esses fatores elevam a chance de diástase mais significativa.

Nos primeiros meses pós-parto, a reabilitação é decisiva para o retorno muscular. Exercícios mal orientados podem piorar o afastamento. Profissionais recomendam carga gradual e supervisão especializada.

Exercícios de vácuo abdominal, orientados por fisioterapeuta ou educador físico, são indicados. A fisioterapia respiratória também ajuda e pode começar nas primeiras semanas com liberação médica.

O uso de cinta abdominal pode auxiliar no retorno da musculatura e da firmeza da pele, especialmente entre 15 e 30 dias após o parto. Para cesáreas, evita-se esforço com carga nos meses iniciais.

A prevenção durante a gravidez passa pelo controle do ganho de peso. Manter hábitos de alimentação balanceada, proteína, frutas e legumes favorece a recuperação e reduz riscos de diástase.

Quando a tecnologia e a cirurgia entram em cena

Se a fisioterapia não bastar, existem opções tecnológicas que fortalecem a musculatura da parede abdominal, sob orientação. Campos eletromagnéticos podem evitar cirurgias em alguns casos sem pele flácida associada.

A cirurgia é indicada quando, após um ano a um ano e meio após o parto, a musculatura não retorna ou há hérnia associada. Nesse cenário, a intervenção pode corrigir o afastamento e tratar hérnias na região umbilical ou da cicatriz.

Os resultados da cirurgia costumam ser significativos, com melhoria da aparência da região abdominal e resolução de hérnias. O ideal é iniciar o tratamento com medidas não cirúrgicas ainda durante a gestação e após o nascimento, com acompanhamento profissional.

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