- Lela Brandão lança o livro Vertigem pela editora Sextante, que aborda crises de pânico, excesso de estímulos e a dificuldade de descansar na era digital.
- A obra é uma homenagem aos dez anos de psicanálise que a levaram a revisitar sua vida e a lidar com o sono interrompido pela televisão durante muito tempo.
- Ela analisa o vazio mental como algo que a sociedade evita e aponta a pressão de viver conectado como algo que agrava a exaustão.
- Após um burnout em 2024, ela diz ter aprendido a desacelerar e planeja não voltar ao ritmo anterior, para que outras pessoas reconheçam sinais de exaustão.
- A autora fala do mundo phygital (físico mais digital), do paradoxo de criticar a internet enquanto atua nela, e defende o descanso como ato de resistência, especialmente para mulheres.
Lela Brandão lança Vertigem, livro que aborda crises de pânico, excesso de estímulos e a dificuldade de descansar em meio à vida digital. A obra, publicada pela Sextante, é apresentada como uma homenagem aos dez anos de psicanálise que ajudaram a autora a se reconectar consigo mesma.
A apresentadora do podcast Gostosas Também Choram volta a falar sobre o vazio interno que a sociedade evita enfrentar. Em seus relatos, o livro descreve como as redes sociais intensificam a pressão por performance e a necessidade de estar sempre disponível.
Vertigem surge da experiência pessoal da autora com a insônia ligada à televisão, superando esse hábito sob orientação terapêutica. A narrativa reforça o papel da psicanálise na recuperação de hábitos prejudiciais e na autopercepção.
Contexto da obra e motivações
Brandão analisa o paradoxo de criticar a internet enquanto trabalha ativamente nela, refletindo sobre o uso das plataformas digitais como espaço de conexão e de cobrança. O texto destaca a convivência entre uso intenso e busca de propósito.
Ela descreve um cenário de exaustão exibida como conquista, apontando uma fadiga estrutural que ultrapassa a simples agenda lotada. A autora sugere que a culpa pela existência acompanha o cansaço persistente na era digital.
O burnout de 2024 é citado como marco de mudança, levando a desaceleração necessária. A experiência é apresentada como aprendizado para evitar retornar a uma rotina que prejudica a saúde mental.
Desafios de gênero e proposta de resistência
Brandão defende o descanso como ato de resistência, especialmente para mulheres que acumulam múltiplas jornadas. A ideia é ampliar o olhar para as especificidades femininas sem reduzi-las a um “outro” genérico.
Ao relatar seu processo, a autora ressalta como o equilíbrio entre corpo e mente pode impactar a relação com o corpo e com o tempo. O objetivo é discutir questões coletivas por meio de uma vivência individual.
O livro busca evidenciar que as dificuldades não são questões isoladas, mas compartilhadas. A autora incentiva discutir soluções conjuntas para enfrentar um mundo que nem sempre reconhece esses problemas.
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